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Fim da 6x1: Alcolumbre diz que Senado debaterá PEC 'sem pressa' e não será 'carimbador' da Câmara

'Não pode rede social cobrar do Senado que o texto chegue de manhã e que a gente vote de tarde', disse o presidente do Senado

2 jun 2026 - 18h50
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BRASÍLIA - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira, 2, que a Casa levará o "tempo razoável" para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Alcolumbre disse que o Senado não será "carimbador" dos projetos que saem da Câmara e debaterá o tema "com calma, sem açodamento e sem pressa".

"Espero que o Senado possa ter o tempo razoável para se desobrigar de um debate com essa envergadura e essa magnitude. Para que os senadores possam ler o texto, interpretar o texto, ouvir os setores envolvidos, ouvir os trabalhadores, os que produzem", declarou, durante sessão do Senado.

Alcolumbre disse que alguns senadores pediram a ele para criar uma comissão especial, enquanto outros solicitaram que votasse o texto diretamente no plenário. Alcolumbre reiterou, no entanto, que o projeto deve passar por comissões - o senador já sinalizou que deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente do Senado também avisou que convocará uma reunião de líderes na próxima semana para debater o assunto.

"Essa proposta terá de tramitar nas comissões. A cobrança de todos os senadores sobre a Presidência é que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão", falou.

Alcolumbre defendeu tempo para que os senadores promovam alterações no texto da Câmara, caso considerem necessárias: "Espero muito que, nesse debate, que a gente possa, à altura do Senado, promover um aperfeiçoamento a esse texto, se couber. Seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância".

Para o senador, a Casa tem o direito de participar do debate. "Não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara [...] Não pode rede social, um ou outro ator, cobrar do Senado que a matéria chegue de manhã e que a gente vote de tarde", disse.

Estadão
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