Ibovespa avança mais de 1% com impulso de Vale e aval externo
O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% nesta terça-feira, puxado principalmente pelo salto de 4% da blue chip Vale e apoiado pelo cenário externo mais favorável a ativos de risco.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,16%, a 174.197,10 pontos, marcando 174.894,05 na máxima e 172.198,54 na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$22,65 bilhões.
Os preços do petróleo tiveram um dia volátil, em meio a notícias de que o Irã analisa um acordo proposto pelos Estados Unidos para interromper o conflito. No fechamento, porém, o barril contrato Brent subiu 1,1%, a US$96.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que o Irã concordou em negociar aspectos de seu programa nuclear que anteriormente se recusava a discutir, mas que isso não é uma garantia de um acordo.
Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 0,13%, renovando máxima histórica, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA marcava 4,4512% no final do dia, de 4,477% na véspera.
No Brasil, investidores repercutiram a conclusão de investigação comercial dos EUA contra o Brasil, com o Escritório de Comércio norte-americano (USTR) propondo uma nova tarifa punitiva de 25% sobre diversos produtos brasileiros.
O anúncio foi visto pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um movimento político, ao não levar em conta as negociações em curso e os esclarecimentos apresentados pelo Brasil.
Na visão do estrategista de investimentos Bruno Perri, sócio-fundador da Forum Investimentos, apesar do susto inicial com o anúncio de potenciais novas tarifas por Donald Trump, o mercado entendeu que o impacto delas é limitado. DESTAQUES
• VALE ON avançou 4,04%, endossada pela alta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian subiu 0,77%. No setor, CSN ON subiu 8,85%, CSN MINERAÇÃO ON valorizou-se 5,29%, USIMINAS PNA encerrou com acréscimo de 8,57% e GERDAU PN avançou 6,53%.
• ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,51%, em dia mais positivo no setor. BRADESCO PN valorizou-se 1,52%, SANTANDER BRASIL UNIT registrou elevação de 0,55% e BTG PACTUAL UNIT subiu 0,95%. BANCO DO BRASIL ON destoou e cedeu 0,37%.
• PETROBRAS PN recuou 0,53% e PETROBRAS ON caiu 0,62%, em dia de volatilidade dos preços do petróleo no exterior.
• MRV&CO ON valorizou-se 3,67%, após divulgar na véspera dados preliminares mostrando que a divisão MRV Incorporação produziu 3.665 unidades em maio, de 3.563 unidades em abril, enquanto repassou 3.408 unidades no mês passado, de 3.529 unidades em abril.
• NUBANK, que tem as ações listadas em Nova York, desabou 8,16%, após nomear Rob Livingston como seu novo diretor financeiro, substituindo Guilherme Lago, brasileiro que ocupava o cargo desde 2021. O Bank of America cortou a recomendação das ações do Nubank para "underperform" após a "inesperada" saída de Lago, citando que o momento da mudança adiciona incerteza.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)
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