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Ferrogrão deverá ser leiloada no segundo semestre deste ano, diz ministro

Segundo George Santoro, projeto avançou nas discussões ambientais, teve os estudos atualizados e prevê R$ 1 bilhão em compensações ambientais

21 mai 2026 - 12h13
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A Ferrogrão deverá ser leiloada no segundo semestre de 2026, após avanços nas discussões ambientais e na tramitação do projeto no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal de Contas da União (TCU), segundo o ministro dos Transportes, George Santoro.

O projeto avançou nas discussões ambientais, teve os estudos atualizados e prevê R$ 1 bilhão em compensações ambientais, segundo o ministro. George complementou dizendo que a ferrovia está em fase avançada de análise no TCU e aguarda definição do STF sobre uma ação relacionada ao empreendimento.

"A Ferrogrão deve ir (para frente). Hoje é o julgamento no Supremo. Se Deus quiser, vamos resolver essa questão finalmente", afirmou durante o AgroForum, promovido pelo BTG Pactual nesta quinta-feira, 21.

Governo tem atualmente carteira de oito projetos ferroviários para licitação
Governo tem atualmente carteira de oito projetos ferroviários para licitação
Foto: Dida Sampaio/Estadão / Estadão

Santoro destacou que o governo possui atualmente uma carteira de oito projetos ferroviários para licitação e que três deles têm leilão previsto para o segundo semestre. Entre eles, além da Ferrogrão, está a relicitação da Malha Oeste, aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para envio ao TCU.

Ao tratar da agenda ferroviária, afirmou que o governo avançou nas discussões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para criar uma linha de financiamento específica para projetos ferroviários greenfield (construídos do zero). A proposta prevê prazo de até 50 anos e carência inicial para pagamento de juros.

O ministro ressaltou, porém, que o financiamento não elimina sozinho os desafios de caixa desses empreendimentos e afirmou que o governo decidiu adotar mecanismos para cobrir lacunas de viabilidade econômica. Entre as alternativas estão investimentos cruzados e o uso de recursos obtidos em renovações e outorgas ferroviárias. "Temos clareza de que vamos conseguir viabilizar uma carteira de ferrovias", disse.

Santoro também destacou os avanços da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), após negociações com a Vale, e a modelagem da nova concessão da Malha Sul, estruturada em três lotes após a decisão de não renovar o contrato da Rumo.

A expectativa é que o primeiro lote seja o mais rentável para gerar recursos para apoiar os demais trechos da concessão, incluindo investimentos para ampliar a conexão ferroviária com os portos de Paranaguá e São Francisco do Sul. "A filosofia é: dinheiro de ferrovia fica em ferrovia", afirmou.

Estadão
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