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Fazenda mantém visão de alta de 2,3% no PIB de 2026 após aceleração no primeiro trimestre

29 mai 2026 - 10h16
(atualizado às 10h34)
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A ‌Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda estimou nesta sexta-feira que a atividade no Brasil deve crescer 2,3% neste ano, mesmo patamar estimado anteriormente, após uma aceleração registrada no ⁠primeiro trimestre.

A pasta previu que o crescimento ‌deverá desacelerar na margem no segundo e terceiro trimestres "com a dissipação do efeito de ‌políticas públicas sendo parcialmente ‌compensada pela redução do custo do crédito". ⁠No quarto trimestre, é esperada uma retomada puxada pela indústria em meio à redução da taxa Selic.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira que o Produto ‌Interno Bruto (PIB) do Brasil iniciou este ano em ‌aceleração, com um ⁠crescimento ⁠de 1,1% no primeiro trimestre, ligeiramente acima da previsão de ⁠1,0% apontada ‌por economistas em pesquisa ‌da Reuters.

A Fazenda havia estimado na semana passada que o PIB brasileiro crescerá 2,3% neste ano, mesmo nível previsto em ⁠março e agora mantido. O Banco Central espera uma alta de 1,6% neste ano, em previsão feita em maio, enquanto a estimativa mais recente do ‌boletim Focus indica que o mercado projeta crescimento de 1,89%.

Segundo a SPE, o resultado do ⁠primeiro trimestre veio "marginalmente acima" do estimado pela pasta, mas com um deslocamento em relação à composição prevista.

"A indústria surpreendeu positivamente, ao passo que os serviços e a agropecuária ficaram levemente abaixo do esperado", afirmou.

A secretaria apontou ainda que as exportações recuaram e as importações cresceram no período, indicando que "a absorção doméstica foi o principal motor do crescimento no período, compensando o setor externo".

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