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EUA começam a reduzir estímulos a economia em janeiro

Federal Reserve (FED) cortará em US$ 10 bilhões os estímulos monetários à economia americana a partir de janeiro

18 dez 2013
17h08
atualizado às 18h32
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Segundo Ben Bernanke, dados econômicos recentes aumentaram a confiança
Segundo Ben Bernanke, dados econômicos recentes aumentaram a confiança
Foto: Reuters

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, anunciou planos para reduzir o agressivo programa de compra de títulos nesta quarta-feira, mas tentou atenuar o aguardado anúncio ao sugerir que a principal taxa de juros continuará baixa por mais tempo do que o prometido anteriormente. No início do fim do apoio sem precedentes à economia americana, o banco central informou que vai reduzir as compras mensais de títulos em US$ 10 bilhões, para US$ 75 bilhões por mês.

Durante a crise financeira de 2008, o FED passou a comprar mensalmente títulos do governo, abastecendo o mercado de dólares. A redução dividiu-se igualmente entre os títulos lastreados em hipotecas e os papéis do Tesouro. A mudança na política foi aprovada por 9 votos a 1. Eric Rosengren, presidente do FED de Boston, foi o único membro do comitê a ir contra a desaceleração. Segundo ele, a medida seria prematura até que os dados mostrassem um crescimento sustentável da economia.

"O Comitê (Federal de Mercado Aberto) vê que os riscos à perspectiva econômica e ao mercado de trabalho tornaram-se mais equilibrados", disse o FED após a reunião de dois dias. A mudança, que surpreendeu alguns investidores, sinalizou a melhora na perspectiva para a economia e o mercado de trabalho, e marca um ponto de virada para o maior experimento de política monetária da História.

As bolsas inicialmente recuaram, mas rapidamente voltaram a território positivo. Da mesma forma, os preços dos títulos recuaram mas depois subiram. O dólar subiu contra o euro e o iene. "Eles finalmente tiraram o Band-aid que estavam puxando há muito tempo", disse o presidente do hedge fund LibertyView Capital Management, Rick Meckler.

O FED informou ainda que provavelmente reduzirá mais compras de ativos em passos comedidos se dados mostrarem contínua melhora do mercado de trabalho e inflação rumo ao objetivo de longo prazo. O BC dos EUA manteve a taxa de juro próxima de zero e disse que ela deve permanecer nesse patamar enquanto o desemprego for superior a 6,5% e a inflação projetada não superar 2,5%.

Fim de uma era?
O programa de compra de ativos do Fed, peça central da política da era de crises, adicionou cerca de US$ 4 trilhões em títulos a seu balanço patrimonial. O processo de retirada do estímulo percorre numerosos riscos, incluindo a possibilidade de juros mais altos do que a meta e perda de confiança dos investidores. O FED disse que reduziu "modestamente" o ritmo de compra de títulos à luz de melhores condições do mercado de trabalho, informou o banco central em comunicado após a reunião de dois dias.

Efeitos
Quando os estímulos começaram a serem retirados, a previsão é de que a possibilidades de ganhos maiores para os investidores naquele país atraia capital estrangeiro hoje estacionado nas economias emergentes. Como a medida já era esperada por analistas econômicos, a presidente brasileira Dilma Rousseff já afirmou que o País está preparado para a mudança na política monetária americana. Segundo ela, o Brasil tem condições de enfrentar com tranquilidade o momento, tem reservas internacionais e sabe usá-las. "Nós não estamos mais naquela fase que o pessoal dizia: espirrou nos Estados Unidos, pneumonia no Brasil”, disse em entrevista às rádios Jornal AM e JC News FM, de Pernambuco.

Com informações da Reuters.

<a data-cke-saved-href="http://www.terra.com.br/economia/infograficos/pib-mundial/iframe.htm" href="http://www.terra.com.br/economia/infograficos/pib-mundial/iframe.htm">veja o infográfico</a>

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Fonte: Terra
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