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EMS projeta faturar R$ 500 milhões com venda da Ozivy, nova caneta emagrecedora aprovada pela Anvisa

Vice-presidente da farmacêutica, Marcus Sanchez, não revelou o valor do produto, mas disse que 'deverá gerar acesso' e estar disponível no mercado em 30 dias

26 mai 2026 - 11h05
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Após obter nesta terça-feira, 26, o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o medicamento Ozivy, a farmacêutica EMS tem a expectativa de comercializar mais de 1 milhão de canetas emagrecedoras no período de um ano, com faturamento superior a R$ 500 milhões.

"Podemos surpreender positivamente, a depender da demanda", afirmou o vice-presidente da companhia, Marcus Sanchez. Segundo ele, a farmacêutica quer centrar seus esforços na produção desse remédio, visando colocá-lo no mercado em 30 dias.

No lançamento, a companhia prevê colocar 350 mil unidades, com distribuição mais pulverizada entre redes farmacêuticas.

Segundo Sanchez, a semaglutida é um produto de alta demanda e com forte procura reprimida no País, o que abre espaço para a entrada de novos competidores.

"A gente entende que a semaglutida é um produto extremamente desejado, com uma demanda muito grande", afirmou. Nesse contexto, a EMS pretende se posicionar como uma alternativa para médicos e pacientes, ampliando o acesso ao tratamento.

Embora o preço ainda não esteja definido, a empresa afirma que trabalhará com foco em acessibilidade. A estratégia inclui oferecer condições mais vantajosas no início do tratamento e um valor final competitivo em relação aos produtos já disponíveis no mercado. "Ainda não temos o preço fechado, mas entendemos que conseguiremos gerar acesso", disse Sanchez.

A farmacêutica também mira a demanda atualmente atendida por canais informais. De acordo com o executivo, parte do consumo hoje ocorre por meio de produtos vindos do exterior ou de formulações não regularizadas, cenário que tende a mudar com a ampliação da oferta oficial. "Estamos focados em atender à demanda reprimida do mercado. Hoje, parte dessa demanda é suprida por mercado paralelo", afirmou.

Para garantir o abastecimento, a EMS destaca que conta com capacidade produtiva relevante. São duas linhas de produção, com potencial de até 40 milhões de canetas por ano. A empresa, no entanto, reconhece que o comportamento da demanda ainda é incerto e diz trabalhar para evitar eventuais faltas. "Esperamos ter capacidade produtiva suficiente para atender ao mercado e estamos trabalhando para que não ocorra desabastecimento", disse Sanchez.

O lançamento do produto marca um avanço da EMS em sua plataforma de peptídeos, desenvolvida ao longo da última década com investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão. A companhia aposta que a entrada no mercado de semaglutida deve reforçar seu posicionamento como uma empresa capaz de combinar inovação com escala e ampliação de acesso a medicamentos.

Estadão
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