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Economistas veem déficit primário menor e dívida mais alta em 2026 e 2027, mostra Prisma

15 set 2026 - 12h22
(atualizado em 16/9/2026 às 08h11)
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Resumo
O relatório Prisma reduziu as projeções de déficit primário para R$ 52,27 bilhões em 2026 e R$ 45,35 bilhões em 2027, distanciando-se das metas de superávit do governo. Por outro lado, as estimativas para a dívida bruta subiram para 83,20% e 87,00% do PIB, respectivamente, pressionadas pelos altos gastos com juros decorrentes da taxa Selic a 14% ao ano. O documento também apontou aumento nas previsões de receitas e despesas federais, refletindo o contínuo desafio fiscal brasileiro.

Economistas consultados pelo Ministério da ‌Fazenda melhoraram significativamente suas projeções para o déficit primário do governo central em 2026 e 2027, embora prevejam uma dívida pública mais alta nos dois anos, mostrou o relatório Prisma divulgado nesta terça-feira.

A mediana das expectativas para o déficit ⁠primário em 2026 passou para R$52,271 bilhões no relatório de ‌setembro, de R$59,145 bilhões em agosto. Para 2027, a previsão é de déficit de R$45,350 bilhões, rombo menor que ‌a estimativa anterior de R$55,000 bilhões.

O ‌governo tem como meta alcançar um superávit de 0,25% ⁠do Produto Interno Bruto em 2026 (R$34,3 bilhões) e de 0,50% em 2027 (R$73,2 bilhões), mas há despesas que não são consideradas para efeitos da meta, que conta ainda com uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB.

O Prisma ‌estimou que a dívida bruta do governo ficará em 83,20% ‌do PIB em 2026, ⁠contra previsão ⁠de 83,00% apontada em agosto. Para 2027, a expectativa é que o ⁠indicador salte para 87,00% ‌do PIB, acima dos ‌86,77% estimados no mês anterior.

A equipe econômica do governo tem argumentado que o endividamento segue elevado apesar de uma melhora em resultados primários ao longo dos anos por ⁠conta do nível alto da taxa básica Selic, que eleva o gasto com juros da dívida pública.

A Selic está atualmente em 14,00% ao ano após quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, mas ‌o Banco Central não indicou o que fará com os juros básicos na próxima reunião, que ocorre nesta terça-feira e ⁠na quarta-feira.

Do lado da arrecadação, a expectativa mediana da receita líquida do governo central para este ano apontada no Prisma subiu para R$2,581 trilhões, de R$2,574 trilhões no levantamento anterior. Para 2027, a projeção é de R$2,750 trilhões, contra R$2,732 trilhões no levantamento anterior.

Na frente dos gastos, houve leve alta na previsão para as despesas do governo central neste ano, a R$2,625 trilhões, de R$2,624 trilhões anteriormente. No caso de 2027, a projeção das despesas é de R$2,792 trilhões, acima dos R$2,787 trilhões apontados um mês antes.

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