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Economia mantém projeção de alta do PIB em 3,2% em 2021

Segundo a Secretaria de Política Econômica, 'indicadores no primeiro bimestre que apontam continuidade da recuperação da atividade econômica'

17 mar 2021
10h30 atualizado às 11h07
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10h30 atualizado às 11h07
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Mesmo diante do recrudescimento da pandemia de covid-19 no Brasil e das novas medidas de isolamento social tomadas por diversos governadores, o Ministério da Economia manteve sua projeção para o crescimento da economia em 2021, com uma alta de 3,20% no Produto Interno Bruto (PIB). A previsão consta na grade de parâmetros da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgada nesta quarta-feira, 17. A projeção é a mesma do último boletim, publicado ainda em novembro do ano passado.

O ministro da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes
Foto: Fábio Motta / Estadão Conteúdo

"As incertezas são elevadas com os desafios de enfrentamento à pandemia, mas deve-se considerar os indicadores no primeiro bimestre que apontam continuidade da recuperação da atividade econômica", argumentou a SPE.

Para 2022, a projeção de crescimento continuou em 2,50%. O ministério também manteve as projeções de crescimento da economia de 2023 e 2024, ambas em 2,50%. Para 2015, a estimativa é a mesma, de 2,50% de alta no PIB.

"As medidas tomadas pelo Governo Federal em conjunto com o Congresso Nacional continuam relevantes para mitigar os efeitos negativos sobre a economia brasileira. No entanto, é importante destacar que a retomada do crescimento sustentável da economia ocorrerá com a elevação da produtividade através das reformas estruturais e do processo de consolidação fiscal", acrescentou a SPE.

No último relatório Focus, os analistas de mercado consultados pelo Banco Central estimaram crescimento de 3,23% para o PIB de 2021. Para 2022, a projeção é de alta de 2,39%.

Inflação

A expectativa para a inflação subiu. De acordo com a nova grade de parâmetros macroeconômicos da pasta, a estimativa para a alta de preços, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2021, passou de 3,23% para 4,42%. Para 2022, a projeção é de 3,50%.

"O principal responsável pela elevação da projeção foi o preço dos alimentos. Todavia, as expectativas a partir de 2022 apontam convergência da inflação para o centro da meta", destacou a secretaria.

No último relatório Focus, os analistas de mercado consultados pelo Banco Central estimaram que o IPCA deve acumular alta de 4,60% em 2021 e de 3,50% em 2022.

Todas as projeções para a inflação em 2021 estão dentro da meta deste ano, cujo centro é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,25% a 5,25%). No caso de 2022, a meta é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (2,00% a 5,00%).

O Ministério da Economia também atualizou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) - utilizado para a correção do salário mínimo. A estimativa para a alta do indicador neste ano passou de 3,20% para 4,27%. Para 2022, a projeção é de 3,50%.

Já a estimativa da Economia para a alta do IGP-DI, usado para reajustar contratos de aluguéis, em 2021 passou de 4,38% para 5,06%. Para o próximo ano, a projeção é de 3,57%.

Estadão
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