Echoenergia defende postergação do leilão de baterias até mudança da lei, diz CEO
A Echoenergia defende adiar o primeiro leilão de baterias, previsto para dezembro, até a revisão da lei que atribui aos geradores o custeio dessa contratação. Segundo a empresa, impor essa despesa ao segmento, que já sofre com restrições operacionais nas fontes solar e eólica, inviabilizará a expansão da matriz elétrica. O setor rejeita esse subsídio cruzado e a proposta da Aneel de incluir também hidrelétricas e termelétricas na conta, apesar do interesse recorde de 296 GW inscritos.
A Echoenergia, do grupo Equatorial, defende que o governo federal avalie uma postergação do primeiro leilão de baterias, até que haja uma mudança na lei sobre o custeio dessa contratação, disse nesta terça-feira o CEO da geradora renovável, Liu Aquino.
Em audiência pública sobre o leilão, organizada pela agência reguladora Aneel, o executivo afirmou que os geradores estão sendo penalizados ao terem que arcar com o custo da contratação das baterias, conforme disposto em lei, e que esse sistema de pagamento inviabilizará a expansão da matriz elétrica brasileira.
"A gente entende que os geradores vão reagir a esse subsídio cruzado, obviamente. E a gente acaba não tendo modicidade para expansão, o sistema não consegue expandir com esta conta sendo paga pelo gerador", afirmou.
Uma lei aprovada no ano passado determinou que os geradores de energia, e não os consumidores, deverão pagar pela contratação das baterias para o setor elétrico brasileiro. Isso desagradou o segmento, principalmente as empresas eólicas e solares, que já vêm registrando perdas financeiras com a restrição de produção de suas usinas.
Há ainda uma indefinição sobre a base pagadora dos custos do leilão. Técnicos da Aneel sugerem que todos os geradores sejam envolvidos na conta, incluindo os hidrelétricos e termelétricos, o que também gerou reação contrária por parte desses agentes.
Marcado para dezembro, o primeiro leilão do Brasil para contratação de sistemas de armazenamento de energia recebeu cadastramento recorde de mais de 296 gigawatts (GW) de projetos. Os empreendimentos ainda passarão por análise e habilitação técnica para poderem efetivamente participar do leilão.
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