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Durigan cita revisão de gastos e crescimento como requisitos para redução de juros

14 set 2026 - 11h13
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Resumo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que superávits primários, revisão de gastos obrigatórios e crescimento econômico são essenciais para reduzir os juros no Brasil. Ele projetou um cenário fiscal mais organizado e defendeu aprimorar o atual arcabouço fiscal sem substituí-lo por novas regras. Durigan destacou ainda que, apesar das pressões inflacionárias externas decorrentes da guerra no Oriente Médio, o governo mantém seu foco nas variáveis que controla para melhorar a economia nacional.

O ministro ‌da Fazenda, Dario Durigan, voltou a afirmar nesta segunda-feira que o governo apresentará superávits primários nos próximos anos e citou a revisão ⁠de gastos obrigatórios e o ‌crescimento como fatores para a redução de juros no Brasil.

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília,  20 de julho de 2026. REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, 20 de julho de 2026. REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"O ‌que devemos esperar ‌para o futuro é um ⁠fiscal mais organizado, com taxas de juros mais baixas e projeto claro de nação", comentou Durigan durante participação, por vídeo, no ‌Seminário Brasil Hoje, promovido pela ‌Esfera em ⁠São Paulo.

Questionado ⁠sobre o que seria mais importante para ⁠baixa ‌os juros no ‌Brasil -- a revisão de gastos ou o crescimento --, Durigan afirmou que ambos os fatores são ⁠essenciais. Além disso, defendeu uma reforma do atual arcabouço fiscal, mas sem que ele seja substituído.

"O ‌país está cansado de nova regra fiscal", pontuou.

Ao tratar do cenário internacional, ⁠Durigan disse que a guerra no Oriente Médio, que tem pressionado os preços do petróleo e a inflação no país, não está no controle do governo, e nem mesmo a política monetária de outros países. "Melhorar nossa economia está", acrescentou.

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