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Dólar termina pregão estável no Brasil com mercado atento ao Oriente Médio

7 mai 2026 - 17h13
(atualizado às 17h17)
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O dólar ‌oscilou em margens estreitas e fechou a quinta-feira perto da estabilidade no Brasil, com as cotações reagindo ora positivamente ora negativamente ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio.

O dólar à vista encerrou com leve alta de 0,05%, aos R$4,9230. No ano, a divisa dos EUA ⁠passou a acumular baixa de 10,31% ante o real.

Às 17h03, o ‌dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,15% na B3, aos R$4,9450.

No início do dia, o mercado ‌de câmbio repercutia notícias de que Irã ‌e EUA estariam se aproximando de um acordo limitado e ⁠temporário para interromper a guerra, com um esboço de estrutura que interromperia os combates.

O plano estaria centrado em um memorando de curto prazo, em vez de um acordo de paz abrangente, com Teerã e Washington reduzindo suas ambições já que as diferenças persistem, principalmente em relação ‌ao programa nuclear do Irã.

Neste cenário, o dólar recuava ante boa parte ‌das demais divisas, incluindo ⁠pares do real ⁠como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano, ainda que ⁠as quedas fossem modestas.

No Brasil, o ‌dólar à vista atingiu ‌a cotação mínima de R$4,8958 (-0,51%) às 9h53, mas retornou para perto da estabilidade na sequência, ainda que o viés no exterior fosse negativo.

Durante a tarde, as notícias sobre a guerra reduziram a ⁠força da moeda norte-americana em todo o mundo.

Reportagem do Wall Street Journal afirmou que o governo dos EUA está buscando retomar o Projeto Freedom -- operação que busca guiar navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. Neste contexto, a Arábia Saudita ‌e o Kuweit suspenderam restrições de acesso militar dos EUA a bases e espaço aéreo.

O noticiário sobre o Estreito de Ormuz colocou ⁠em dúvida a capacidade de Irã e EUA de fato chegarem a um acordo -- algo que justificou pela manhã certo otimismo entre os investidores.Em reação, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$4,9324 (+0,23%) às 14h34, para depois voltar a se aproximar da estabilidade.

No Brasil, investidores também monitoraram a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington. De acordo com Trump, o encontro com Lula foi "muito bom" e os dois discutiram comércio e tarifas.

Às 17h05, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,11%, a 98,153.

(Edição de Isabel Versiani)

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