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Tensão eleitoral faz dólar atingir recorde em 2 anos e meio

20 ago 2018
17h10
atualizado às 17h29
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Notas de reias e dólares em foto ilustrativa
10/09/25015 
REUTERS/Ricardo Moraes
Notas de reias e dólares em foto ilustrativa 10/09/25015 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

O dólar subiu para seu maior nível em dois anos e meio nesta segunda-feira, acima de R$ 3,95, com os investidores cautelosos com a cena eleitoral doméstica após a pesquisa eleitoral CNT/MDA mostrar que o candidato que mais agrada ao mercado, Geraldo Alckmin (PSDB), continuava com pequena fatia do eleitorado, bem atrás de outros postulantes.

Havia ainda expectativa pelos números que seriam divulgados após o fechamento do mercado pelo Ibope, que poderiam ou não corroborar os dados da CNT.

O dólar avançou 1,10%, a R$ 3,9577 na venda, maior nível desde os R$ 4,0035 de 29 de fevereiro de 2016. Na máxima da sessão, a moeda foi a R$ 3,9724. O dólar futuro tinha avanço de cerca de 1,15%.

"Qualquer candidato que mostre crescimento melhor que Alckmin vai fazer preço", afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

De acordo com a pesquisa CNT/MDA, Lula tem 37,3% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro (PSL), com 18,8%, Marina Silva (Rede), com 5,6%, Alckmin, com 4,9%, e Ciro Gomes (PDT), com 4,1%.

O mercado avalia que Alckmin é mais comprometido com reformas que considera necessárias ao ajuste fiscal do país.

O levantamento da CNT/MDA não trouxe cenários sem a presença de Lula. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) é o provável substituto do líder petista, que está preso desde abril passado e deve ser impedido de concorrer à Presidência por conta da Lei da Ficha Limpa.

Depois do fechamento dos mercados nesta sessão, será divulgada outra pesquisa para as eleições de outubro, do Ibope. E na madrugada de quarta-feira, está prevista pesquisa do Datafolha.

No exterior, o dólar caía ante a cesta, mas subia ante a maioria das divisas de países emergentes, como contra os pesos mexicano e chileno.

O dólar bateu mínimas ante a cesta depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou da política de alta de juros do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell.

No final da tarde, o dólar renovou essa mínima contra as seis principais moedas globais com novas críticas de Trump ao Fed em entrevista exclusiva à Reuters.

Ainda sobre os juros norte-americanos, o presidente do Federal Reserve de Atlanta e membro votante do banco central dos EUA, Raphael Bostic, disse nesta segunda-feira que está mantendo sua expectativa de mais um aumento de juros neste ano, à medida que tensões comerciais e eventos internacionais adicionaram algum risco de baixa à forte perspectiva econômica dos EUA.

O Fed divulga a ata do último encontro de política monetária, quando a taxa de juros do país ficou inalterada, na quarta-feira.

O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando US$ 3,36 bilhões do total de US$ 5,255 bilhões que vence em setembro.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

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