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Dólar sobe ante real sob influência do exterior e antes de nova pesquisa

24 set 2026 - 09h54
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Resumo
O dólar abriu em alta ante o real, alinhado ao exterior e à expectativa de juros mais altos nos EUA, além da espera por nova pesquisa eleitoral à noite. No cenário doméstico, o Banco Central reduziu a previsão de alta do PIB de 2026 para 1,8%, o que abre espaço para cortes na Selic e diminui o diferencial de juros. Para conter a saída de recursos antes das eleições e ofertar liquidez ao mercado após fluxo cambial negativo em setembro, o BC também anunciou leilões de linha de US$ 1 bilhão.

O dólar iniciou ‌a quinta-feira em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, com investidores no Brasil digerindo o Relatório de Política Monetária do Banco Central e à espera de nova pesquisa eleitoral.

Às 9h37, o dólar à vista subia 0,32%, a R$5,1857 na venda.

Na B3, o contrato de ⁠dólar futuro para outubro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta ‌de 0,44%, aos R$5,1945.

Após o avanço firme da véspera, em meio à expectativa de novo aumento de juros nos EUA no curto prazo, o ‌dólar voltou a subir ante as demais divisas ‌nesta manhã de quinta-feira, incluindo moedas de emergentes como o real, ⁠a rupia indiana, o rand sul-africano e o peso chileno.

Mais cedo, o Banco Central atualizou suas projeções econômicas por meio do Relatório de Política Monetária. A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 2,0% para 1,8%, enquanto a projeção para o próximo ano é de 1,4%. ‌Às 11h o presidente do BC, Gabriel Galípolo, concede entrevista coletiva sobre o ‌relatório.

A desaceleração da atividade ⁠tem sido citada pelos ⁠analistas como um dos fatores que favorecem novos cortes da taxa básica Selic, hoje ⁠em 13,75%, nos próximos meses.

A perspectiva ‌de uma Selic menor, somada ‌à possibilidade de mais aumentos de juros nos EUA, cuja taxa está hoje na faixa de 3,75% a 4,00%, reduz o diferencial de juros entre os dois países -- algo que pode alterar o fluxo de ⁠investimentos para o Brasil, com impactos de alta no dólar.

Ao mesmo tempo, os investidores seguem atentos à disputa pelo Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas eleitorais mais recentes. ‌Um novo levantamento do Datafolha será divulgado no início da noite.

Às 10h30, o Banco Central realiza dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de ⁠recompra) simultâneos no valor total de US$1 bilhão. O leilão A tem data de recompra em 2 de fevereiro de 2027, enquanto o B é para 2 de abril de 2027. A liquidação da venda pelo BC será em 28 de setembro deste ano.

Ao realizar a operação, o BC aumenta a liquidez no mercado, em um momento de saída de recursos do país antes das eleições de outubro. Na véspera, o BC informou que o fluxo cambial do Brasil em setembro até dia 18 foi negativo em US$7,078 bilhões.

No exterior, às 9h36 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana ante uma cesta de seis divisas -- subia 0,16%, a 101,290.

(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)

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