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Dólar tem oscilações modestas com exterior e noticiário político no radar

29 out 2026 - 09h31
(atualizado às 09h57)
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Resumo
O dólar operou perto da estabilidade ante o real, a R$ 5,35, pressionado por dados positivos da economia dos EUA, como o PIB do terceiro trimestre acima do esperado e a inflação do PCE em linha com as projeções. No cenário doméstico, os investidores monitoram a transição do governo após a reeleição de Lula e aguardam a definição da equipe econômica, enquanto avaliam os reflexos diplomáticos e cambiais da fuga para os EUA do senador Flávio Bolsonaro, investigado pelo STF após ser derrotado no pleito.

‌O dólar oscilava entre a estabilidade e leves ganhos ante o real nesta quinta-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia altas ante boa parte das divisas de países emergentes, na esteira de novos números sobre a ⁠economia dos EUA.

Os desdobramentos da eleição brasileira, após o ‌presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido reeleito no domingo, também seguiam no radar do mercado.

Às 9h45, ‌o dólar à vista subia 0,09%, ‌a R$5,3514 na venda.

O dólar futuro para novembro -- atualmente ⁠o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha alta de 0,04%, aos R$5,3510.

Os Estados Unidos divulgaram nesta manhã que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 3,4% no terceiro trimestre do ano, acima da projeção de 3,2% de ‌economistas ouvidos pela Reuters, enquanto os gastos do consumidor ‌em setembro avançaram 0,5%.

Já ⁠o núcleo ⁠do índice de inflação PCE, bastante acompanhado pelo Federal Reserve para ⁠a formulação da política ‌monetária, subiu 0,3% em ‌setembro, em linha com o esperado. O PCE cheio avançou 0,5% no mês passado.

Após os números, o dólar exibia altas ante moedas emergentes como o ⁠peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. Em relação ao real, o dólar tinha variações modestas.

Na véspera, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, chegou aos ‌EUA após fugir do Brasil.

Investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Flávio ⁠se declarou em carta "legítimo presidente eleito" e, posteriormente, "líder do Brasil".

Os partidos da base de apoio de Flávio, no entanto, reconheceram a eleição de Lula.

No mercado, um dos receios é de que a presença de Flávio nos EUA eleve os atritos do país com o Brasil, o que poderia afetar a economia e, no limite, o câmbio.

Além disso, os agentes do mercado aguardavam detalhes sobre a política econômica no novo governo Lula, incluindo a definição do ministro da Fazenda no próximo mandato.

(Edição de Isabel Versiani e Eduardo Simões)

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