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Dólar segue perto da estabilidade no Brasil após Irã e EUA suspenderem hostilidades

29 jun 2026 - 09h19
(atualizado às 09h41)
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O ‌dólar segue próximo da estabilidade ante o real nesta manhã de segunda-feira, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustenta perdas ante outras divisas de países emergentes após Irã e EUA suspenderem as hostilidades recentes no Oriente Médio.

Às 9h31, o dólar à ⁠vista cedia 0,04%, aos R$5,1675 na venda.

Na B3, o contrato de ‌dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- recuava 0,14%, aos R$5,1720.

Após um projétil iraniano atingir ‌um navio de carga no Estreito de ‌Ormuz na quinta-feira, EUA e Irã trocaram ataques e ⁠acusações de violação do cessar-fogo provisório nos dias seguintes. No domingo, porém, uma autoridade norte-americana afirmou que os dois países haviam concordado em suspender as hostilidades e retomar as negociações.

Em reação, o dólar cedia nesta manhã de segunda-feira ante divisas fortes ‌como o euro e a libra, além de recuar ante moedas ‌emergentes como o peso ⁠mexicano e ⁠o sol peruano.

Às 9h28, o índice do dólar -- que mede o desempenho ⁠da moeda norte-americana frente a ‌uma cesta de seis ‌divisas -- caía 0,12%, a 101,240.

Já o movimento em relação ao real era discreto até o momento, em uma sessão que tende a ter a liquidez afetada pelo jogo da ⁠seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo, às 14h. Neste período, é de se esperar uma diminuição das operações no mercado brasileiro.

Mais cedo, o boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a mediana ‌das projeções dos economistas para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,20. A expectativa para a taxa básica ⁠Selic no fim de 2026 seguiu em 14,00% e para o encerramento de 2027 permaneceu em 12,00%.

Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil. Hoje o cenário é um pouco diferente em função da perspectiva de alta de juros nos EUA e nova baixa no Brasil.

Na sexta-feira, a moeda norte-americana à vista fechou com baixa de 0,21%, aos R$5,1697.

(Edição de Isabel Versiani e Camila Moreira)

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