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Dólar fecha estável no Brasil com guerra ainda no foco

11 mar 2026 - 17h07
(atualizado às 17h15)
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O dólar oscilou em margens ‌estreitas ante o real nesta quarta-feira, novamente conduzido pelas notícias sobre a guerra no Oriente Médio, até encerrar a sessão perto da estabilidade, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha avançado ante outras divisas de emergentes.

Notas de dólar
19/03/2025
REUTERS/Dado Ruvic
Notas de dólar 19/03/2025 REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

O dólar à vista fechou com leve alta de 0,02%, aos R$5,1591. No ano, a divisa acumula ⁠agora queda de 6,01% ante o real.

Às 17h08, o dólar futuro para abril -- o ‌mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,13% na B3, aos R$5,1840.

No início do dia o dólar ensaiou ganhos ante o real, acompanhando o avanço da ‌moeda norte-americana ante alguns de seus pares, como o ‌rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano.

Por trás do ⁠avanço das cotações estavam os receios em torno da guerra no Oriente Médio, após o Irã disparar contra Israel e outros alvos na região e prometer mirar contra interesses econômicos e bancários ligados aos norte-americanos e aos israelenses. Além disso, o Irã alertou que os preços do petróleo chegarão aos US$200 o barril em ‌função dos ataques.

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de ‌R$5,1837 (+0,49%) às 9h59, para depois ⁠perder força.

No fim ⁠da manhã, a divisa chegou a ceder ante o real, após o presidente dos EUA, ⁠Donald Trump, afirmar em entrevista ao site ‌Axios que "praticamente não há mais ‌nada" para atacar no Irã e que a guerra no país terminará em breve. Na segunda-feira, ele já havia previsto um desfecho no curto prazo.

Já a Agência Internacional de Energia recomendou a liberação de 400 milhões de ⁠barris de petróleo, a maior ação desse tipo em sua história, para tentar conter a disparada dos preços da commodity.

O dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,1472 (-0,21%) às 11h01, mas também não teve força para ampliar o movimento. Da máxima para a mínima a ‌divisa variou apenas -0,70% e, durante a tarde, pouco se afastou da estabilidade.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem ⁠do vencimento de abril. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou uma saída líquida total de US$3,897 bilhões em março até o dia 6, período correspondente à primeira semana da guerra no Oriente Médio.

No início da tarde, sem efeitos maiores sobre o câmbio, uma nova pesquisa Genial/Quaest mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se aproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas simulações de primeiro turno da eleição presidencial. Lula registra entre 36% e 39% das intenções de voto nos diferentes cenários de primeiro turno, enquanto Flávio tem entre 30% e 35%. Na simulação de segundo turno, ambos somam 41%.

No exterior, às 17h05 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,32%, a 99,243.

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