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Dólar cai ante o real com expectativa de acordo entre EUA e Irã

25 mar 2026 - 17h08
(atualizado às 17h15)
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O dólar fechou a quarta-feira ‌em baixa no Brasil, com os investidores se apegando à esperança de que EUA e Irã possam chegar a um acordo de paz no Oriente Médio, enquanto no exterior a moeda norte-americana tinha sinais mistos no fim da tarde.

O dólar à vista fechou com queda de 0,65%, aos R$5,2209. No ano, a divisa passou a acumular baixa ⁠de 4,88%.

Às 17h07, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia ‌0,35% na B3, aos R$5,2240.

Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, falou em progresso nas negociações com o Irã, que incluiria uma importante concessão de Teerã. ‌Uma fonte em Washington também confirmou que os EUA ‌enviaram ao Irã uma proposta de acordo com 15 pontos, confirmando reportagem do ⁠New York Times sobre o assunto.

Nesta quarta-feira, uma autoridade citada pela iraniana Press TV informou que o Irã analisou o plano dos EUA para encerrar a guerra, mas considerou suas condições excessivas. Conforme a autoridade, Teerã encerrará a guerra somente quando escolher fazer isso e se suas condições forem atendidas.

Durante a tarde, foi a vez de a ‌Casa Branca afirmar que Trump vai atacar o Irã com mais força se Teerã não ‌aceitar que foi "derrotado militarmente".

Neste cenário, ⁠o dólar recuou ante ⁠o real durante todo o dia, em sintonia com algumas outras moedas de países emergentes.

"Tivemos uma ⁠valorização mais significativa do dólar ante o ‌real ontem, mas a sinalização sobre ‌a possibilidade de paz no Oriente Médio reduz os prêmios de risco hoje", comentou à tarde João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos. "Há uma elevada sensibilidade ao noticiário geopolítico, e a possibilidade de trégua traz um alívio pontual."

Após ⁠marcar a cotação máxima de R$5,2497 (-0,10%) às 10h50, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,2049 (-0,95%) às 15h22.

No restante da sessão, o dólar se manteve no território negativo, ainda que no exterior a moeda norte-americana exibisse ganhos ante boa parte das demais divisas. Às 17h07, o índice do dólar -- ‌que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,46%, a 99,641.

Pela manhã, sem efeitos maiores nas cotações, uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou ⁠que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto para um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro. Já o petista segue na liderança nos cenários de primeiro turno.

Nas quatro simulações de primeiro turno em que Lula e Flávio aparecem como candidatos, o petista soma 46% das intenções de voto em todas elas, ao passo que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem entre 36% e 42%. Na simulação de segundo turno, Flávio tem 47,6% e Lula soma 46,6%. A margem de erro é de 1 ponto-percentual.

À tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$4,724 bilhões em março até o dia 20 -- período que coincide com as três primeiras semanas da guerra no Oriente Médio.

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