Dólar acompanha o exterior e sobe quase 1% ante o real
O dólar fechou a quinta-feira em alta de 0,97%, cotado a R$ 5,2239, impulsionado pela aversão global ao risco gerada pela guerra no Oriente Médio e pela alta nos juros externos. O fortalecimento da moeda americana atingiu divisas fortes e emergentes. No Brasil, o movimento foi intensificado pela cautela política a três dias das eleições, com investidores aguardando a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha e o debate presidencial, consolidando uma postura defensiva no mercado.
O dólar fechou a quinta-feira com alta próxima de 1% ante o real, refletindo a busca global pela moeda norte-americana em meio às preocupações persistentes com a guerra no Oriente Médio.
No Brasil, a três dias das eleições, os investidores aguardam pela nova pesquisa do Datafolha sobre a corrida presidencial, programada para o início da noite.
O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,97%, a R$5,2239. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 4,83%.
Às 17h03, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- subia 0,69% na B3, aos R$5,2500.
As preocupações em torno dos efeitos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã voltaram a pressionar os mercados da Europa mais cedo, com o euro recuando para a menor cotação em 17 meses em relação ao dólar.
A moeda norte-americana também avançava ante outras divisas fortes, como a libra e o franco suíço, e tinha alta ante moedas emergentes como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Esse movimento se acentuou a partir do fim da manhã, com o dólar renovando máximas ante boa parte das demais divisas, incluindo o real.
"O dólar está mais forte lá fora, com o DXY (índice do dólar) em patamares elevados, o petróleo subindo. É a aversão ao risco dos investidores correndo para o dólar", avaliou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.
Após ter marcado a cotação mínima de R$5,1698 (-0,07%) às 9h40, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,2400 (+1,29%) às 13h57, mantendo-se em patamares elevados ao longo da tarde.
"É um movimento, principalmente, global, com a moeda americana se fortalecendo porque o investidor acaba buscando uma proteção diante da guerra e diante dos juros altos lá fora também", disse Nicolas Gass, chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital. "Aqui dentro a gente tem a questão da cautela antes das eleições e uma devolução natural também da queda de ontem."
O dólar fechou a quarta-feira em baixa de 0,76% ante o real.
O noticiário político brasileiro seguiu no radar nesta quinta, com os agentes à espera de nova pesquisa do Datafolha no início da noite e de debate entre os presidenciáveis na TV Globo. A previsão é de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participe do debate, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concederá entrevista a um podcast no mesmo horário.
Às 17h06, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,53%, a 102,040.
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