Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Dólar fecha estável ante o real com impasse no Oriente Médio e expectativa por decisões de juros

28 abr 2026 - 17h15
(atualizado às 17h37)
Compartilhar
Exibir comentários

O dólar fechou ‌a terça-feira próximo da estabilidade no Brasil, em meio à falta de uma definição sobre o conflito no Oriente Médio e a cautela antes das decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve.

O dólar à vista fechou estável, aos R$4,9828.

Às 17h25, o dólar futuro para ⁠maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,1% na B3, ‌aos R$4,9825.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã seguiu ditando o humor dos mercados, depois que uma autoridade norte-americana disse que ‌o presidente dos EUA, Donald Trump, está insatisfeito ‌com a última proposta iraniana para resolver a guerra de ⁠dois meses. Mais cedo, nesta terça, Trump disse que o Irã afirmou estar em estado de colapso e quer que os Estados Unidos abram o Estreito de Ormuz o mais rápido possível.

Diante da ausência de uma resolução para o conflito e sem a perspectiva de reabertura do ‌Estreito de Ormuz, os preços do petróleo subiram mais uma vez, com ‌o contrato do Brent ⁠fechando o dia ⁠em alta de 2,8%, a US$111,26 por barril.

Nesse ambiente, o índice do dólar -- que ⁠mede o desempenho da moeda ‌norte-americana frente a uma cesta ‌de seis divisas -- subia 0,18%, a 98,639.

No Brasil, a falta de uma definição sobre o conflito no Oriente Médio inspirou cautela, depois da cotação do dólar ter chegado aos R$5 na abertura. "O mercado ⁠ainda está evitando algum posicionamento mais contundente", disse o diretor da FB Capital, Fernando Bergallo.

A cautela também refletia a expectativa pelas decisões de juros do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, que serão anunciadas na quarta-feira. A maioria ‌do mercado aposta em uma redução da Selic para 14,50% ao ano, com um corte de 0,25 ponto percentual. Para o Fed, a ⁠previsão é de manutenção da taxa do Fed na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano. Os bancos centrais da zona do euro, do Reino Unido e do Canadá também anunciarão suas decisões sobre as taxas esta semana.

No campo doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou pela manhã que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve alta de 0,89% em abril, depois de subir 0,44% em março. Foi a taxa mensal mais elevada desde fevereiro de 2025 (1,23%).

Ainda assim, os dados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 1,0% na base mensal e de 4,49% em 12 meses.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra