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Dólar sobe e fecha a R$ 5, com mercado de olho em juros no Brasil e nos EUA

Moeda norte-americana fechou em alta de 0,39%, aos R$5,0021

29 abr 2026 - 17h09
(atualizado às 18h09)
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Às 17h23, ⁠o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,65% na ‌B3, aos R$5,0090
Às 17h23, ⁠o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,65% na ‌B3, aos R$5,0090
Foto: Reuters

O dólar fechou a quarta-feira ‌em alta no Brasil, voltando ao patamar de R$5,00, com o real acompanhando o desempenho fraco de divisas pares em meio ao fortalecimento da moeda norte-americana e do petróleo no exterior, em um dia marcado por decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.

O dólar à vista fechou em alta de 0,39%, aos R$5,0021. Às 17h23, ⁠o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,65% na ‌B3, aos R$5,0090.

No exterior, o dólar operou com força, com o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis ‌divisas -- subia 0,38%, a 98,966. Nesse contexto, a divisa ‌também registrou ganhos contra pares do real, como o peso chileno e o ⁠peso mexicano.

O fortalecimento do dólar se deu em meio ao avanço do petróleo, com os contratos do Brent fechando em alta de 6,08%, a US$118,03 por barril, depois que o Wall Street Journal citou autoridades dos EUA dizendo que o presidente dos EUA, Donald Trump, instruiu assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado do Irã.

Ainda no ‌exterior, o foco também se voltou para a decisão de juros do Federal Reserve, que ‌manteve as taxas de juros ⁠estáveis, na faixa ⁠de 3,50% a 3,75% ao ano, como esperado pelo mercado, citando a inflação elevada em seu comunicado. 

Embora ⁠tenha fechado em alta contra o real, ‌o movimento do dólar vem ‌sendo mais tímido desde o início da semana.

"O mercado está meio de lado desde segunda-feira. A leitura é de que estamos perdendo fluxo estrangeiro na bolsa, o que está impactando o câmbio", disse Nicolas Gomes, especialista em câmbio da Manchester ⁠Investimentos, citando a perspectiva de redução de corte de juros pelo Banco Central como um motivo da redução do fluxo para o Brasil.

Com divulgação prevista para aproximadamente 18h30 desta quarta-feira, as apostas majoritárias do mercado sinalizam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzirá a Selic em ‌0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano, em meio à cautela com a guerra entre Estados Unidos e Irã e seus impactos nos preços.

Para os economistas do Bank ⁠of America, a principal mudança no comunicado do BC divulgado ao fim da reunião deve ser "uma caracterização menos favorável da dinâmica da inflação e das expectativas, que se distanciaram ainda mais da meta".

"Com o horizonte de política monetária relevante passando para o 4º trimestre de 2027, o Copom deve manter a porta aberta para novos cortes graduais, dependendo dos dados que forem divulgados e da contenção dos efeitos de segunda ordem", disse o banco em relatório.

A agenda doméstica também contou com os dados de emprego do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que mostraram que o Brasil abriu 228.208 vagas formais de trabalho em março, acima do esperado por economistas. Pela manhã, também foi divulgado que os preços ao produtor no Brasil subiram 2,37% em março.

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