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Dívida pública federal sobe 0,97% em setembro e atinge R$9,4 tri sob pressão de gasto com juros

29 out 2026 - 16h36
(atualizado às 16h57)
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Resumo
A dívida pública federal subiu 0,97% em setembro, atingindo R$ 9,383 trilhões, impulsionada pelos gastos com juros que somaram R$ 89,29 bilhões na dívida interna. O custo médio do estoque acumulado em 12 meses avançou para 12,63% ao ano, em meio à maior aversão global ao risco gerada pelos juros altos nos EUA e conflitos internacionais. Já a participação dos títulos atrelados à Selic recuou para 51,6% do total, mantendo-se dentro da meta prevista pelo Tesouro Nacional para o encerramento do ano.

A dívida pública federal ‌do Brasil teve variação positiva de 0,97% em setembro ante agosto, para R$9,383 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira, com o endividamento sob pressão dos gastos do governo com juros.

No período, a dívida pública ⁠mobiliária federal interna somou R$9,037 trilhões, com variação ‌positiva de 1,04%, enquanto a dívida pública federal externa atingiu R$345,41 bilhões, com recuo de 0,82% no ‌mês.

A elevação da dívida pública ‌interna no mês foi fruto de uma ⁠apropriação de juros de R$89,29 bilhões e uma emissão líquida de títulos no valor de R$3,78 bilhões.

O Tesouro destacou que foi observada no mês de setembro maior aversão ao risco diante do aperto monetário nos ‌Estados Unidos, da elevação de taxas de juros de ‌títulos públicos em ⁠economias avançadas ⁠e do conflito no Oriente Médio.

O mês imediatamente anterior às eleições ⁠presidenciais no Brasil ‌apresentou queda nos juros ‌futuros, com o Tesouro destacando corte na taxa Selic e sinais de desaceleração da atividade.

Segundo as informações da pasta, o custo médio do estoque ⁠da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma alta no mês passado, indo de 12,59% ao ano em agosto para 12,63% ao ano.

O custo médio das novas ‌emissões de títulos da dívida interna teve leve recuo, passando de 13,96% ao ano em agosto para ⁠13,89% no mês passado.

Em relação à composição da dívida pública federal, a participação dos títulos indexados à Selic, mais buscados por investidores em momentos de volatilidade no mercado, recuou a 51,6% do total, contra 52,7% em agosto. O plano de financiamento do Tesouro prevê que esses papéis responderão por 49% a 53% do estoque neste ano, após o governo ter elevado esse alvo diante de um cenário de incerteza e volatilidade com a guerra no Irã.

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