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De dificuldade a negócio: Luiz Santos aposta em IA nas operações comerciais

Empreendedor transformou uma dificuldade na gestão de grupos de WhatsApp em uma empresa de tecnologia e amplia ferramentas para atender operações de vendas na Black Friday

29 out 2026 - 16h06
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Resumo
Para resolver gargalos em lançamentos digitais, Luiz Santos criou o SendFlow, software que automatiza a gestão e mensagens em grupos de WhatsApp. O projeto virou negócio escalável de receita recorrente, integrando e-commerces e reforçando a segurança contra fraudes. A empresa aposta na inteligência artificial para otimizar o atendimento, analisar conversas comerciais e permitir consultas via assistentes virtuais, prevendo assumir mais etapas operacionais com supervisão humana até 2027.
De dificuldade a negócio: Luiz Santos aposta em IA nas operações comerciais
De dificuldade a negócio: Luiz Santos aposta em IA nas operações comerciais
Foto: The Music Journal

Um lançamento digital com cerca de 300 grupos de WhatsApp exigia dez pessoas na operação de Luiz Santos. Criar os grupos, distribuir os contatos e enviar mensagens consumia o tempo da equipe. Segundo o empreendedor, a mudança veio quando um sistema desenvolvido para resolver esse trabalho permitiu que ele conduzisse a mesma operação sozinho.

A experiência deu origem ao SendFlow, software que automatiza a criação e a gestão de grupos de WhatsApp, o agendamento de mensagens e a organização de contatos em campanhas de vendas.

Santos conta que trabalhava com lançamentos de infoprodutos desde 2018 e começou a desenvolver a solução em 2020, a partir das dificuldades que enfrentava na própria agência. Além de enviar mensagens, era necessário administrar a entrada de participantes e trocar os links de acesso quando os grupos ficavam cheios. Ao perceber que outros profissionais tinham problemas semelhantes, passou a considerar a ferramenta como um negócio.

"Eu criei a solução para mim, vi que funcionava", afirma. A validação comercial, segundo ele, ocorreu em um encontro de profissionais de marketing digital. Ao apresentar o sistema a um grupo de aproximadamente vinte pessoas, saiu com cerca de doze clientes. A proposta era automatizar tarefas repetitivas e liberar a equipe para atividades como atendimento e relacionamento com o consumidor.

O SendFlow permaneceu por cerca de dois anos como um negócio paralelo à operação de infoprodutos. O crescimento inicial aconteceu por indicação. Mais tarde, o patrocínio de um evento trouxe um volume maior de interessados e ajudou a tornar o negócio de tecnologia mais relevante na rotina do empreendedor.

A mudança também exigiu rever a forma de vender. Nos lançamentos, Santos estava habituado a investir em uma campanha e buscar o retorno em um período concentrado. No software, a receita recorrente passou a exigir atenção à permanência e ao atendimento dos clientes ao longo do tempo.

"No começo eu patinei bastante", diz, ao lembrar que tentou aplicar à venda de software a mesma lógica usada nos infoprodutos. A adaptação envolveu olhar para o relacionamento com o cliente além da primeira contratação.

Esse aprendizado aparece nas prioridades da empresa para a Black Friday de 2026. Nas operações que acompanha, Santos relata uma distribuição maior das campanhas pelo calendário. Também percebe uma presença maior de clientes ligados à divulgação de ofertas de produtos físicos.

São, por exemplo, os responsáveis por grupos de "achadinhos", que compartilham links de afiliados de plataformas de comércio eletrônico. Segundo Santos, essa demanda levou ao desenvolvimento de integrações do SendFlow com Shopee, Mercado Livre e plataformas de e-commerce, além da ampliação de treinamentos e modelos de campanha que os clientes podem adaptar às próprias operações.

A segurança é outra preocupação relatada pelo empreendedor. Ele afirma que o contato com clientes expostos a fraudes levou a empresa a desenvolver mecanismos de controle de entrada em grupos e de remoção de participantes identificados como responsáveis por mensagens indevidas. A escolha das medidas, diz, depende das características e do volume de cada operação.

"Não existe uma solução para tudo, não tem uma fórmula", afirma. Para Santos, oferecer suporte sobre essas escolhas passou a fazer parte do relacionamento com os clientes, além do acesso às ferramentas.

A frente mais recente é a ampliação do uso de inteligência artificial. Em resposta enviada em 28 de outubro, o empreendedor afirmou que uma conexão por MCP estava sendo lançada naquela data para permitir a interação de assistentes de IA com seus sistemas. Entre os exemplos citados estão enviar uma mensagem a um contato específico e consultar quantos contatos qualificados foram captados em uma campanha, usando perguntas em linguagem natural.

O recurso se soma a funções que, segundo ele, foram introduzidas ao longo de 2026 nos softwares com que atua, entre eles o UnniChat. Santos descreve ferramentas de IA para responder dúvidas e apoiar o atendimento, automações baseadas em regras e análises de conversas comerciais.

Em um dos exemplos, o envio de um link de pagamento pode acionar uma regra que move o registro do cliente para a etapa de fechamento no sistema de gestão comercial. Em outro, uma IA compara os atendimentos com as orientações de venda da empresa e gera relatórios para que o gestor dê retorno individual aos vendedores.

Com a conexão aos assistentes, a proposta é facilitar também a consulta aos dados da operação. Santos cita a possibilidade de perguntar sobre contatos captados ou etapas de um fluxo de automação, obter informações do sistema e pedir sugestões de ajustes. Trata-se, na visão dele, de reduzir o trabalho necessário para acessar informações e executar tarefas dentro das plataformas.

Para 2027, o empreendedor diz que pretende continuar ampliando essas formas de interação, ao lado da integração de canais e das melhorias na experiência dos clientes. A expectativa é que a IA assuma mais etapas operacionais, com acompanhamento humano.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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