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Dívida bruta do governo sobe para 79,2% do PIB em fevereiro

Setor público consolidado teve déficit primário de R$ 16,38 bilhões no mês passado, após superávit de R$ 103,68 bilhões em janeiro, segundo o BC

31 mar 2026 - 10h00
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BRASÍLIA - A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) aumentou de 78,7% em janeiro para 79,2% em fevereiro, informou o Banco Central. Em valores nominais, passou de R$ 10,080 trilhões para R$ 10,178 trilhões.

O pico da série foi em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais do início da pandemia de covid-19. No nível mais baixo, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG passou de 92,7% do PIB em janeiro para 94% no mês passado.

A DBGG — que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais — é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

De janeiro a fevereiro, a despesa do setor público com juros atingiu R$ 147,828 bilhões, ou 7,16% do PIB, segundo o BC
De janeiro a fevereiro, a despesa do setor público com juros atingiu R$ 147,828 bilhões, ou 7,16% do PIB, segundo o BC
Foto: Rafael Neddermeyer/Estadão / Estadão

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) - que leva em conta as reservas internacionais do Brasil - aumentou de 65% do PIB em janeiro para 65,5% em fevereiro. Em reais, atingiu R$ 8,420 trilhões.

Déficit primário em fevereiro

O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) teve déficit primário de R$ 16,388 bilhões em fevereiro, após superávit de R$ 103,689 bilhões em janeiro, informou o Banco Central. Em fevereiro de 2025, o déficit foi de R$ 18,973 bilhões.

O déficit do mês passado foi menos intenso do que o previsto pela pesquisa Projeções Broadcast. O teto da pesquisa previa resultado negativo de R$ 16,90 bilhões no período, a mediana era de déficit de R$ 24,250 bilhões e o piso das projeções era de resultado negativo de R$ 35,40 bilhões.

O resultado foi o melhor para o mês desde fevereiro de 2022, quando houve superávit de R$ 3,471 bilhões.

Em fevereiro de 2026, o governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve déficit primário de R$ 29,507 bilhões, segundo a metodologia da autoridade monetária. Estados e municípios tiveram superávit de R$ 13,686 bilhões. As empresas estatais tiveram déficit de R$ 568 milhões.

Isoladamente, os Estados tiveram superávit de R$ 10,741 bilhões, e os municípios, de R$ 2,945 bilhões.

Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público consolidado tem déficit primário de R$ 52,843 bilhões, o equivalente a 0,41% do PIB. O rombo diminuiu em relação a janeiro e dezembro, quando era de 0,43% do PIB. Em novembro, era de 0,36%.

O governo central tem déficit primário de R$ 55,553 bilhões, ou 0,43% do PIB, no acumulado de 12 meses até fevereiro deste ano. Estados têm superávit de R$ 6,074 bilhões (0,05% do PIB), e municípios, saldo positivo de R$ 7,238 bilhões (0,06% do PIB). As empresas estatais têm déficit de R$ 10,602 bilhões, ou 0,08% do PIB.

O setor público consolidado teve déficit nominal de R$ 100,589 bilhões em fevereiro, após um superávit de R$ 40,062 bilhões em janeiro. Em fevereiro de 2025, o resultado nominal havia sido negativo em R$ 97,226 bilhões.

O déficit nominal do setor público atingiu R$ 60,527 bilhões, ou 2,93% do PIB, no acumulado do ano. Em 12 meses, o déficit soma R$ 1,090 trilhão, ou 8,48% do PIB.

O resultado nominal representa a diferença entre receitas e despesas do setor público, contando o pagamento dos juros da dívida pública.

O governo central teve déficit nominal de R$ 107,743 bilhões no mês passado. Os governos regionais tiveram saldo positivo de R$ 8,301 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram déficit nominal de R$ 1,147 bilhão.

Gasto com juros

O setor público consolidado teve resultado negativo de R$ 84,201 bilhões com juros em fevereiro, após um rombo de R$ 63,627 bilhões em janeiro.

O governo central teve despesas de R$ 78,237 bilhões na conta de juros. Os governos regionais gastaram R$ 5,385 bilhões, e as empresas estatais, R$ 579 milhões.

De janeiro a fevereiro, a despesa do setor público com juros atingiu R$ 147,828 bilhões, ou 7,16% do PIB. No acumulado de 12 meses, a despesa soma R$ 1,037 trilhão, ou 8,07% do PIB.

Em 2025, o resultado do setor público com juros nominais foi negativo em R$ 1,008 trilhão. Foi a primeira vez que as despesas líquidas com juros superaram a marca de R$ 1 trilhão no acumulado em 12 meses em toda a série histórica.

Estadão
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