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Disney é processada por funcionários que se mudaram para trabalhar em novo parque que foi cancelado

Segundo a BBC, empresa teria orientado cerca de 2 mil funcionários a se mudarem para a Flórida para trabalhar em um novo parque de US$ 1 bilhão, que nunca saiu do papel; a Disney se recusou a comentar as acusações

21 jun 2024 - 19h21
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A Disney está sendo processada por funcionários que tiveram prejuízos depois de terem sido orientados a mudar de estado para trabalhar em um projeto que foi cancelado. Os funcionários alegam que tiveram perdas financeiras com gastos de mudança, segundo informações da BBC.

Na ação, a empresa é acusada de ter informado a cerca de 2 mil funcionários da Califórnia em 2021 que abriria um novo parque de US$ 1 bilhão em Lake Nona, na Flórida. O grupo teria sido orientado a mudar de cidade ou renunciar ao cargo. Menos de dois anos depois, no entanto, a empresa mudou de ideia e cancelou o projeto.

O processo foi movido por dois funcionários do grupo: Maria de la Cruz, vice-presidente de design de produto, e George Fong, diretor criativo de design de produto. Eles alegam que tiveram despesas altas com a mudança e com a venda e compra de imóveis. A Disney se recusou a comentar as acusações, diz a BBC.

De acordo com a emissora britânica, a empresa cancelou o projeto do novo parque depois que Bob Iger retornou à liderança, fazendo cortes de custos. O cancelamento também ocorreu depois de tensões entre a empresa e o governador da Flórida, Ron DeSantis.

O conflito envolvendo os funcionários e o novo projeto aconteceu ao mesmo tempo em que houve aumentos nos preços das casas e nas taxas de hipotecas nos Estados Unidos, diz a BBC, destacando que a situação faz com que os americanos estejam cada vez mais relutantes em se mudar por um trabalho, de acordo com pesquisas. No processo, consta que o plano da empresa de construir um novo parque teria elevado os preços das casas na região de Lake Nona.

A emissora também afirma que alguns empregados da Disney optaram por deixar a empresa ao invés de se mudar; outros optaram por esperar, especialmente depois do adiamento do projeto, segundo informações do processo - mas cerca de 250 pessoas teriam já concordado em se mudar dentro do prazo estipulado inicialmente pela empresa.

Estadão
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