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DeepSeek apresenta novo modelo de IA adaptado para tecnologia de chips da Huawei

24 abr 2026 - 06h38
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A DeepSeek, startup chinesa de ‌inteligência artificial cujo modelo de baixo custo surpreendeu o mundo no ano passado, lançou nesta sexta-feira uma prévia de seu aguardado novo modelo adaptado para a tecnologia de chips da Huawei, destacando a crescente influência da China no setor.

A estreita ⁠colaboração com a Huawei no modelo, o V4, contrasta com ‌a dependência anterior da DeepSeek dos chips da Nvidia, embora a startup não tenha revelado quais processadores usou para ‌treinar seu modelo mais recente.

A versão ‌profissional do novo modelo supera outros modelos de ⁠código aberto em benchmarks de conhecimento global, ficando atrás apenas do Gemini-Pro-3.1, do Google, que é um modelo de código fechado, disse a DeepSeek.

O V4 também vem em uma versão flash de baixo custo. As versões de prévia permitem que ‌a empresa incorpore o feedback do mundo real e faça alterações ‌antes do lançamento ⁠do produto final. ⁠A DeepSeek não forneceu um cronograma de quando o modelo deverá ⁠ser finalizado.

DEEPSEEK NO CENTRO DAS ‌TENSÕES ENTRE OS EUA ‌E A CHINA SOBRE IA

O lançamento da prévia ocorre um dia depois que a Casa Branca acusou a China de roubar a propriedade intelectual dos laboratórios de IA ⁠dos Estados Unidos em escala industrial, ameaçando tensionar as relações antes de uma cúpula entre os líderes dos Estados Unidos e da China no próximo mês.

A DeepSeek está no centro dessa controvérsia, acusada por ‌Washington de violar os controles de exportação dos EUA ao adquirir chips de ponta da Nvidia para treinar seus modelos. ⁠A Anthropic e a OpenAI também afirmaram que ela indevidamente "destilou" seus modelos proprietários.

A DeepSeek, sediada em Hangzhou, reconheceu o uso de chips da Nvidia, mas não comentou se esses chips específicos estavam sujeitos a proibições de exportação. Ela afirmou que seu modelo V3 utilizou dados naturais e coletados por meio de rastreamento na web e que não utilizou intencionalmente dados sintéticos gerados pela OpenAI.

A embaixada da China em Washington disse que se opõe "às alegações sem fundamento", acrescentando que Pequim "atribui grande importância à proteção dos direitos de propriedade intelectual".

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