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Danone pede desculpas ao Ministério da Agricultura e reafirma que segue comprando soja brasileira

Diretor financeiro da companhia havia afirmado que a empresa havia parado de comprar soja do Brasil e passado a adquirir o produto de países asiáticos

9 dez 2024 - 20h43
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BRASÍLIA - A Danone pediu desculpas ao Ministério da Agricultura por eventuais "entendimentos errados sobre a sustentabilidade da soja brasileira" e reafirmou que continua comprando a oleaginosa nacional. A manifestação da empresa foi feita em carta assinada pelo vice-presidente executivo global da Danone, Laurent Sacch, e pela presidente na América Latina, Silvia Dávilla, endereçada ao ministro Carlos Fávaro, informou a pasta.

Na carta divulgada pelo ministério, a empresa desmentiu informações que circularam na mídia sobre a compra de soja brasileira pela multinacional de origem francesa. A manifestação refere-se a uma fala do diretor financeiro da Danone, Jurgen Esser, que afirmou em entrevista à Reuters que a empresa havia parado de comprar soja do Brasil e passado a adquirir o produto de países da Ásia como antecipação à lei antidesmatamento da União Europeia.

"Confirmamos e ratificamos que a Danone continua consumindo soja brasileira em suas operações locais e internacionais, em conformidade com as regulamentações aplicáveis. Ainda assim, se porventura qualquer menção de executivos do Grupo levou a entendimentos errados sobre a sustentabilidade da soja brasileira, pedimos as mais sinceras desculpas", dizem os executivos da Danone na carta ao ministério.

Pedido de desculpas foi endereçado ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro
Pedido de desculpas foi endereçado ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A multinacional afirmou ainda que a soja brasileira é um "insumo essencial na cadeia de fornecimento de ração animal" para as suas operações mundiais de laticínios. "No Brasil, em particular, a maior parte deste volume continua a ser adquirida por meio do Centro de Compras da Danone e disponibilizada a produtores de leite parceiros. Em outras regiões, onde produtores de leite obtêm sua ração diretamente de fornecedores de sua escolha, a soja brasileira continua sendo um insumo importante para a Danone e toda a indústria", explicou a empresa.

Os executivos asseguraram também que a multinacional trabalha para "garantir que a soja seja proveniente de fontes sustentáveis verificadas como livres de desmatamento, independentemente da sua origem geográfica". "Também incentivamos ativamente nossos produtores de leite parceiros a comprarem ração apenas de fornecedores que respeitem esse compromisso ou possuam certificações credíveis. Nesse sentido, reconhecemos o notável compromisso do governo brasileiro em preservar as florestas locais e seus sólidos programas dedicados à proteção da floresta amazônica e ao avanço da agricultura sustentável de soja. Reconhecemos também as associações comerciais e os agricultores brasileiros que se dedicam incansavelmente à sustentabilidade e à inovação no campo", afirmaram, elogiando as práticas da agricultura brasileira.

Por fim, a Danone afirmou ter um "compromisso inabalável" com fornecedores, agricultores, governo, consumidores e consumidores brasileiros.

A resposta da Danone com um pedido de desculpas formal ao ministério e reconhecendo os atributos da produção brasileira vem na esteira da crise do Grupo Carrefour com a indústria brasileira de carnes e de outras companhias francesas que questionavam a competitividade e os critérios de produção brasileiros em meio à insatisfação com o acordo entre Mercosul e União Europeia (UE).

Para o ministério, a carta da Danone ratifica as "boas relações diplomáticas" e dá início a uma nova fase no relacionamento entre países do Mercosul e da União Europeia (UE). "O Ministério da Agricultura reitera os elevados padrões de qualidade, sanidade e sustentabilidade da produção agropecuária brasileira. Também destacamos o trabalho de excelência desempenhado pelo setor e o compromisso com uma agropecuária sustentável. O Brasil segue mantendo as boas relações diplomáticas, que resultaram em grandes conquistas para o setor", disse a pasta na nota.

Estadão
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