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Custos crescentes pesam sobre AB InBev, apesar de melhora nas vendas de cerveja

29 out 2020
09h57
atualizado às 14h54
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A Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, suspendeu o pagamento de dividendo e reportou queda no lucro trimestral nesta quinta-feira, conforme a transição para o consumo de bebidas em casa aumentou seus custos.

28/02/2019. REUTERS/Francois Lenoir
28/02/2019. REUTERS/Francois Lenoir
Foto: Reuters

A fabricante das cervejas Budweiser, Stella Artois e Corona teve um surpreendente aumento nas vendas, mas o lucro caiu ligeiramente depois que a pandemia forçou os consumidores a deixar de beber em bares e restaurantes para comprar mais cerveja em lojas.

Os custos da empresa de produção e envio de mais embalagens, latas e garrafas descartáveis são maiores do que de barris e garrafas de vidro retornáveis usadas em bares e restaurantes.

A segunda maior cervejaria do mundo, Heineken disse na quarta-feira que enfrentou um problema de custo semelhante.

A AB InBev não divulgou uma perspectiva financeira para 2020, mas espera que o segundo semestre do ano seja melhor do que o primeiro, embora a incerteza causada pela pandemia ainda permaneça.

Os volumes gerais de cerveja e refrigerantes aumentaram 1,9% no trimestre encerrado em setembro, após uma queda de 17% no segundo trimestre, levando a um crescimento de 4% na receita, contra expectativas de consenso de queda de 4%.

O melhor desempenho da AB InBev foi no Brasil, o segundo maior mercado da empresa, onde as vendas de cerveja aumentaram 25% em relação ao ano anterior.

O volumes e o lucros também cresceram em seu maior mercado, os Estados Unidos, à medida que suas cervejas premium compensaram o declínio das marcas tradicionais, aumentando sua participação nas vendas nacionais de cerveja.

A empresa também registrou crescimento no México, Europa e China, mas sofreu quedas na Colômbia, onde as medidas de isolamento foram amenizadas apenas em agosto, e na África do Sul, onde as vendas de bebidas alcoólicas foram proibidas por um mês.

Ainda assim, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) caiu apenas 0,8%, declínio mais brando do que a previsão média de queda de 9,3%, segundo pesquisa compilada pela empresa.

A empresa disse que a incerteza e a volatilidade do mercado significam que não pagaria dividendos intermediários este ano, após um pagamento de 0,80 euro por ação em 2019.

No início deste ano, também reduziu pela metade o dividendo final de 2019 para 0,50 euro.

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