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Cronologia do tarifaço de Trump: veja um breve resumo do que foi anunciado nos últimos dias

Capítulo mais recente da novela tarifária foi marcado por anuncio de plano de socorro aos empresários brasileiros

13 ago 2025 - 15h17
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira, 13, uma medida provisória (MP) que oficializa a criação do programa "Brasil Soberano", para ajudar os setores atingidos pelo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil.

Além das medidas emergenciais anunciadas pelo governo federal, os capítulos mais recente da novela tarifária de Trump foram marcados por ameaças de taxas de até 100% e prorrogação da trégua com a China. Veja a seguir um breve resumo do tarifaço promovido por Trump nos últimos dias.

7 a 27 de julho: primeiras tarifas e acordo comerciais

As primeiras tarifas foram anunciadas entre os dias 7 e 12 de julho para mais de 50 países, incluindo o Brasil, que recebeu uma taxa adicional de 40%. Somada à alíquota de 10% que já estava em vigor, a tarifa total para o País chegou a 50%.

Os primeiros acordos comerciais foram fechados entre 22 e 27 de julho, com Indonésia, Filipinas, Japão e União Europeia.

30 e 31 julho: confirmação de tarifas e anúncio de mudanças

Trump assinou, em 30 de julho, o decreto que oficializou a tarifa extra de 40% sobre produtos exportados pelo Brasil. No mesmo dia, ele anunciou uma alíquota de 25% para a Índia, ante os 26% cobrados anteriormente, e fechou um acordo comercial com a Coreia do Sul.

No dia seguinte, o presidente americano elevou de 25% para 35% a tarifa sobre produtos do Canadá e divulgou uma lista com as taxas recíprocas aplicadas para 69 parceiros comerciais - entre territórios, nações e um bloco, a União Europeia -, o que totaliza mais de 90 países.

4 e 5 de agosto: ameaças

No dia 5 de agosto, Trump afirmou que a União Europeia pagará tarifa de 35% se "não cumprir suas obrigações" no acordo comercial fechado com os EUA.

Horas depois, o presidente americano ameaçou impor quase 100% de tarifa aos países que comprarem petróleo da Rússia. No dia anterior, ele já havia declarado que elevaria "substancialmente" a taxa sobre as importações da Índia, devido à relação dos indianos com os russos.

6 de agosto - tarifas entram em vigor no Brasil e novos anúncios

O dia 6 de agosto marcou um capítulo movimentado do tarifaço de Trump. Foi nessa data que entrou em vigor a taxa de 50% sobre os produtos brasileiros exportados para os EUA. Apesar de uma lista de 694 exceções, itens como carne e máquinas já sofrem com a nova alíquota.

No mesmo dia, Trump ameaçou aplicar uma tarifa de 100% sobre chips e semicondutores, caso as empresas não se comprometam a construir fábricas nos EUA. Ele também cumpriu a promessa e anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre itens importados da Índia.

No Brasil, a data também foi marcada pelo anúncio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que havia entregue ao presidente Lula o plano de socorro aos empresários afetados pelo tarifaço.

7 de agosto - tarifas recíprocas entram em vigor

Na última quinta-feira, 7, entrou em vigor a lista de taxas recíprocas oficializadas em 31 de julho. Na data, o republicano comemorou, em uma publicação na Truth Social, que "bilhões de dólares em tarifas estão agora fluindo para os EUA".

"Bilhões de dólares, principalmente de países que se aproveitaram dos EUA por muitos anos, rindo à toa, começarão a fluir para os EUA", afirmou.

11 e 12 de agosto - trégua com a China e falas do governo brasileiro

Na segunda-feira, 11, Trump prorrogou por 90 dias a trégua tarifária com a China, horas antes de o prazo expirar, o que ocorreria na terça-feira, 12.

Na mesma data, Haddad anunciou que a reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que estava prevista para esta quarta-feira, havia sido desmarcada, sem nova data indicada.

No dia seguinte, Lula afirmou que o tarifaço de Trump "não ficará impune" e que o povo americano e o presidente dos EUA vão "sofrer as consequências" da medida.

13 de agosto - anuncio do programa "Brasil Soberano"

Em um evento no Palácio do Planalto, que contou com a presença de Lula, de Haddad, do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, foram anunciadas as medidas de socorro aos empresários afetados pelo tarifaço.

A principal novidade é a criação de uma linha de crédito de R$ 30 bilhões, com juros mais baixos, garantida pelo Fundo Garantidor de Exportação (FGE). Também foram divulgadas:

  • A ampliação das condições para conceder seguros à exportação;
  • O adiamento da cobrança de impostos;
  • A extensão do Reintegra para grandes empresas;
  • A prorrogação por um ano do drawback;
  • E a compra de produtos perecíveis que seriam exportados para os EUA.
Estadão
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