Criação de vagas de trabalho nos EUA dispara em agosto; taxa de desemprego permanece em 4,1%
A economia dos EUA superou as expectativas ao criar 162 mil vagas de trabalho em agosto, com a taxa de desemprego estável em 4,1%. O resultado sinaliza resiliência no mercado de trabalho e mantém aberta a possibilidade de aumento dos juros pelo Federal Reserve neste mês. O cenário de incerteza inflacionária também elevou os rendimentos dos Treasuries e levou a taxa das hipotecas a mais de 6,71%, o maior nível em mais de um ano, o que tende a pressionar ainda mais o setor imobiliário americano.
A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos acelerou acentuadamente em agosto, enquanto a taxa de desemprego se manteve em 4,1%, indicando um mercado de trabalho ainda estável e mantendo em aberto a possibilidade de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve neste mês.
A economia dos EUA abriu 162.000 vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, após abertura de 21.000 em julho em dado revisado para coma, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Ministério do Trabalho em seu relatório de emprego nesta sexta-feira.
Economistas consultados pela Reuters previam criação de 56.000 postos de trabalho, após fechamento de 23.000 em julho conforme divulgado anteriormente.
As estimativas variavam de uma perda de 25.000 empregos a um ganho de 121.000. O dinamismo do mercado de trabalho havia desacelerado após uma disparada na primavera, em parte devido ao choque nos preços do petróleo e às tensões na cadeia de oferta decorrentes da guerra liderada pelos EUA contra o Irã.
Antes do relatório de emprego, os mercados financeiros haviam reduzido as expectativas de aumento dos juros depois que o diretor do Fed Christopher Waller afirmou em um evento da Reuters NEXT Newsmaker na quinta-feira que estava inclinado a defender a manutenção dos juros neste mês caso os próximos dados confirmem que as pressões inflacionárias estão diminuindo. Os mercados financeiros avaliavam em cerca de 52% a probabilidade de um aumento dos juros na reunião do Fed de 15 e 16 de setembro, ante 63,2% na quarta-feira, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
As preocupações com a inflação e a falta de orientações prospectivas por parte do Fed contribuíram para elevar os rendimentos dos Treasuries, o que os economistas consideram um problema para o banco central.
O aumento dos rendimentos levou a taxa fixa de hipotecas de 30 anos a mais de 6,71% nesta semana, a máxima em mais de um ano, segundo dados divulgados na quinta-feira pela agência de financiamento imobiliário Freddie Mac, o que poderia prejudicar ainda mais um mercado imobiliário já em dificuldades.
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