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Crescimento da indústria da zona do euro desacelera e custos de insumos têm máxima em 4 anos, mostra PMI

1 jun 2026 - 07h09
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O crescimento do setor industrial ‌da zona do euro perdeu força em maio, com a demanda por produtos estagnada e problemas na cadeia de oferta ligados à guerra no Oriente Médio elevando os custos de insumos ao seu maior patamar em quatro anos, segundo pesquisa divulgada ⁠nesta segunda-feira.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de indústria ‌da S&P Global para a zona do euro caiu para 51,6 em maio, vindo do patamar mais alto em ‌quase quatro anos de 52,2 registrado ‌em abril, mas acima da preliminar de 51,4.

Uma ⁠leitura acima de 50,0 indica crescimento na atividade.

"Embora os fabricantes da zona do euro tenham relatado expansão pelo quarto mês consecutivo em maio, o setor está mostrando sinais de dificuldades sob o peso do aumento dos preços e das interrupções ‌no fornecimento decorrentes da guerra no Oriente Médio", disse Chris ‌Williamson, economista-chefe da S&P ⁠Global Market ⁠Intelligence.

Os novos pedidos estagnaram em maio, uma reversão acentuada em relação a ⁠abril, quando a demanda - ‌um indicador importante da ‌saúde do setor - cresceu no ritmo mais rápido em quatro anos com os consumidores antecipando suas compras. Os pedidos de exportação diminuíram, aumentando a retração na demanda geral.

A ⁠produção das fábricas continuou a expandir, mas no ritmo mais lento desde janeiro, com o índice de produção caindo de 52,3 em abril para o menor nível em quatro meses, de 51,3.

A confiança ‌dos fabricantes para o ano seguinte permaneceu positiva, mas abaixo de sua média de longo prazo.

Em relação aos preços, os ⁠custos de insumos aumentaram no ritmo mais acentuado desde maio de 2022, impulsionados por um aumento nos preços de energia e de matérias-primas. As empresas repassaram parte de seu custos para os clientes, elevando os preços cobrados no ritmo mais rápido em três anos e meio.

"As fábricas estão tendo que repassar os custos mais altos para os clientes, o que inevitavelmente aumentará a inflação nos próximos meses. Entretanto, a demanda está sendo afetada pelos preços mais altos, e em maio as carteiras de pedidos estagnaram após três melhorias mensais sucessivas", acrescentou Williamson.

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