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Cooperativas devem movimentar R$ 1 trilhão em receita até o final de 2028, estima organização

No ano passado, volume alcançou R$ 848 bi, aumento de 12% em relação a 2024, de acordo com dados do anuário divulgado pelo Sistema OCB, que representa cooperativas no País

31 jul 2026 - 07h10
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BRASÍLIA - As cooperativas devem movimentar R$ 1 trilhão em receita até o final de 2028, o que representaria um aumento de 18% em relação aos R$ 848 bilhões registrados no ano passado, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, 31, pelo Sistema OCB, que representa essas entidades.

As cooperativas são organizações formadas por pessoas que se reúnem em torno de uma atividade comum. O volume de R$ 848 bilhões movimentado no ano passado já representa um aumento de 12% em relação a 2024, segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026.

No ano passado, receita alcançou R$ 848 bi, aumento de 12% em relação a 2024, de acordo com dados do anuário divulgado pelo Sistema OCB
No ano passado, receita alcançou R$ 848 bi, aumento de 12% em relação a 2024, de acordo com dados do anuário divulgado pelo Sistema OCB
Foto: Divulgação/Sistema OCB / Estadão

O número de cooperados atingiu 29 milhões em 2025, enquanto as cooperativas em atividade somaram 4,4 mil com atuação em 3.425 municípios.

No Brasil, 28,5% pertencem ao setor agropecuário, e a maior parte da receita do setor foi gerada por cooperativas desse tipo (R$ 487,3 bilhões, ou 57,4% do total). Apesar disso, quase 80% dos cooperados pertencem a cooperativas de crédito.

Crédito

No Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, o Banco Central apontou que o risco da carteira de crédito do sistema nacional de crédito corporativo aumentou em 2025.

O documento diz que, no primeiro semestre do ano passado, a participação de ativos problemáticos na carteira do sistema "retomou a trajetória de aumento iniciada em 2022 e alcançou 8,3% em agosto de 2025?, antes de recuar para 7,8% da carteira no final do ano.

A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, no entanto, ressalta a inadimplência mais baixa nas cooperativas. "A inadimplência dentro das cooperativas de crédito é infinitamente menor do que é nos bancos convencionais. Isso demonstra esse grau de relação e de responsabilidade da cooperativa com o seu cooperado", diz. "Tem cooperativas que não permitem que o gerente não saiba o nome desse cooperado."

Tarifaço

O impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros é monitorado pelo Sistema OCB, que ainda não avaliou resultados concretos, segundo Clara Maffia, de gerente de relações institucionais da entidade.

"A gente ainda está num momento de compreender o movimento, né? O primeiro tarifaço veio, houve questionamento da Suprema Corte, a gente vem com um segundo tarifaço agora, alguns setores importantes das cooperativas entraram na lista de exceção, como, por exemplo, o café", indica.

"Mas estamos nesse momento muito mais acreditando no diálogo, acreditando que é possível a gente inclusive fazer um trabalho, que é um trabalho público-privado, de encontrar novos mercados também. Por um lado, o diálogo tem que ser permanente com os Estados Unidos e, por outro, também a busca, claro, da diversificação dessa nossa pauta exportadora para outros países de destino", ressalta.

Estadão
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