Conheça as taxas das corretoras para o investimento em ações
A regra é válida para qualquer ambiente de negócios: quem deseja ganhar dinheiro deve estar disposto a bancar do próprio bolso o caminho que vai trazer lucros no futuro. Quando o meio escolhido é o mercado financeiro brasileiro, onde as transações não podem ser feitas de forma direta, os investidores devem ficar atentos às três taxas básicas cobradas pela BM&F Bovespa e pelas corretoras de valores para a realização das operações, além do peso dos impostos federais sobre elas. Como não há um valor mínimo para investir em ações, a estimativa das despesas deve ser calculada de antemão pelo negociante para avaliar as vantagens do investimento e evitar descompensações.
Os emolumentos compõem a principal fonte de lucro da BM&F Bovespa e pagam a utilização dos seus serviços. Essa taxa, cobrada pela Bolsa e pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), corresponde a um percentual sobre as transações negociadas no dia, atualmente avaliado em 0,0345%, que já vem descontado na nota de corretagem. No mesmo sentido, a taxa de corretagem é a tarifa cobrada pelas corretoras de valores, intermediárias da compra e venda de ações, pelo acesso ao mercado. Os preços variam entre as corretoras e podem depender também da forma como o investimento é feito: costumam ser oferecidos os serviços de home broker (onde o investidor repassa suas ordens via internet) e mesa de operações (na qual a ordem é feita por telefone).
De forma geral, a taxa de corretagem pode corresponder a um percentual sobre o valor da operação realizada, a um valor fixo ou a uma combinação dos dois, como é o caso da Itaú Corretora. No home broker da instituição, ela é composta pela quantia fixa de R$ 10 por ordem executada mais 0,3% sobre o valor da operação, enquanto os valores da mesa de operações são classificados de acordo com o movimento financeiro total do dia. Na Ágora, do Grupo Bradesco, a corretagem custa R$ 20 por ordem executada no home broker e R$ 25,21 mais 0,5% sobre a operação pela mesa de operações, respeitando o valor mínimo diário de R$ 40. É recomendável que os investidores pesquisem as diferentes taxas e os benefícios cobertos por elas junto às corretoras, todas listadas no site da BM&F Bovespa, para encontrar a melhor relação custo-benefício.
Vale lembrar que os emolumentos e, em muitas corretoras, as taxas de corretagem saem um pouco mais baratos para as operações de day-trading, nas quais a compra e venda das ações ocorre no mesmo dia. Por fim, há a taxa de custódia, cobrada mensalmente pela guarda das ações pela Bolsa e pelos serviços da corretora. Seu custo também varia entre as empresas, podendo até ser isenta - de acordo com o valor da carteira do cliente - ou totalmente gratuita. Outra mãozinha da BM&F Bovespa é livrar do Leão os investidores que movimentarem menos de R$ 20 mil por mês em ações; para os demais, o Imposto de Renda sobre os lucros com as transações, em geral, é de 15%.