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Comitiva de senadores em Washington vê Brasil mais isolado com acordo entre União Europeia e EUA

Grupo viajou para tentar abrir nova frente de negociações com os EUA, e avaliação é que o acerto com Europa vai dificultar as conversas com o Brasil

28 jul 2025 - 16h30
(atualizado às 16h31)
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BRASÍLIA — A comitiva de senadores que está em Washington com a missão de abrir uma nova frente de negociações com os Estados Unidos para tentar reverter o tarifaço de 25% recebeu com cautela o anúncio sobre o acordo entre o governo Donald Trump e a União Europeia. Há uma avaliação de que o acerto não é tão bom para o Brasil e deve deixar o País mais isolado.

A divulgação do acordo no domingo, 27, acendeu um alerta para os parlamentares que têm reuniões entre esta segunda, 28, e quarta-feira, 30, com congressistas americanos e empresários com o intuito de "abrir portas" para o diálogo e retomar negociações entre os EUA e Brasil. O anúncio do acordo entre EUA e UE é mais uma peça que deve ser levada em consideração pelos senadores na avaliação de contexto que vai servir para as conversas dos próximos dias.

Conforme o acordo anunciado no domingo, os EUA vão cobrar 15% de tarifa sobre as exportações do bloco europeu. Antes, a alíquota estava em 30%. O anúncio do acerto se deu após a UE indicar que fará investimentos de US$ 600 bilhões a mais na economia americana nos próximos anos. Líderes europeus celebraram o acordo, mas o primeiro-ministro francês, François Bayrou, chegou a dizer que o bloco se resignou à submissão.

Enquanto isso, os senadores brasileiros deram início às agendas nos EUA na manhã desta segunda com uma reunião de "alinhamento" com a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti. Também participaram do encontro representantes do Itamaraty, ministros da embaixada e o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio embaixador Roberto Azevêdo.

Nesta tarde, está prevista a reunião dos parlamentares na sede da Câmara de Comércio dos EUA, com lideranças empresariais e representantes do Brazil-U.S. Business Council, principal organização de lobby empresarial em prol da relação comercial entre o Brasil e os EUA.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) indicou na manhã desta segunda a jornalistas que o intuito principal da missão é "distensionar" a relação entre Brasil e Estados Unidos com a "contraparte parlamentar" — ou seja, os congressistas dos EUA.

"A partir do tempo que a gente conquistar isso, penso que a missão já vai ter um primeiro ponto, no sentido de proporcionar ambiente e caminho para que, quem tem a prerrogativa de negociar, que não somos nós e, sim, o governo federal, possa assim fazer", ponderou.

Os encontros dos senadores com republicanos e democratas americanos estão marcados para terça-feira, 29. Segundo Trad, já há agendas confirmadas com seis parlamentares dos EUA, mas, por questão de "estratégia", os nomes não foram divulgados ainda. "Para que não haja interferência no sentido de inibir ou cancelar as agendas", indicou Trad.

Após o encontro com Viotti, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou a comitiva de senadores brasileiros. No X, o parlamentar disse que a comitiva deve ter um início "bem difícil" por trabalhar com uma pauta contra Trump. "Se seguirem assim, em frequentes agendas nos EUA, talvez, daqui a alguns anos, tenham de fato um acesso substancial por lá", escreveu.

Estadão
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