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Comida mineira é inspiração para franquias em todo o país

Com a boa fama, a cozinha de Minas Gerais inspira a abertura de restaurantes e criação de franquias especializadas em todo o Brasil; conheça três delas

6 abr 2015
07h33
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Foto: Facebook / Reprodução

“Foi a partir da fome dos primeiros tempos que formou-se em Minas essa cozinha típica, com tamanha diversidade de pratos: feita com indescritível criatividade, temperada com sabedoria e toques de magia (...). A quem dar crédito por tão rico legado? Às mãos vermelhas, às mãos negras e às mãos brancas que levaram panelas e tachos ao fogo e, juntas, mexeram delícias. Cada qual ofereceu o que sabia ou podia. E fez resultar desse encontro uma riquíssima cozinha. Uma cozinha que, a um só tempo, produz sabores ancestrais e a despeito da escassez demonstra requintes”, escreveu a cozinheira mineira Dona Lucinha em seu livro “História da Arte da Cozinha Mineira por Dona Lucinha” (Larousse, 2010).

Todo mundo sabe que a culinária mineira é uma das queridinhas do País. Não só pelo famoso pão de queijo, mas também pelo feijão tropeiro, mexidos, carnes de porco na lata e outras delícias que enchem os olhos e barrigas. Com a boa fama, a cozinha do estado inspira a criação de restaurantes e franquias especializadas em todo o Brasil.

O Terra conversou com três franqueadores que levam a diversidade da culinária mineira a mesas de todo o País - desde uma mais antiga as inovadoras, de empresários que estão se lançando no ramo franchising atualmente. 

Divino Fogão

Foto: Facebook / Reprodução

A ideia de servir comida mineira com sabor típico da fazenda surgiu ainda em 1984, quando Reinaldo Varela e alguns primos abriram o primeiro restaurante da família com o nome “São Paulo I”. Hoje, 30 anos depois, já com nome diferente e 180 lojas, a rede Divino Fogão está presente em todos os estados do Brasil.

Segundo o diretor de operações da rede, Emiliano Oliveira da Silva, a franquia tem como objetivo servir a comida saudável durante todo o dia, sendo feita em pequena escala – tanto para ficar quente, quanto para haver economia, não gerando sobra. Apesar de ser especializada em alguns pratos típicos de Minas Gerais, a Divino Fogão também oferece opções regionais. “A cozinha mineira é o carro-chefe, todos são obrigados a seguir: todo dia tem que ter torresmo, polenta, etc. Fora isso, a pessoa pode ter a liberdade para conquistar o cliente local, por exemplo, na Bahia, servimos um bife a baião”, explica.

Foto: Facebook / Reprodução

Emiliano diz estar animado para 2015, já que a empresa tem projeção de crescimento de 20%, uma média de dois novos restaurantes por mês. “Acredito que chegaremos a 200 até o final do ano. Recentemente, inauguraremos nossa terceira loja em Florianópolis. Também estamos finalizando o projeto da primeira loja express, que será uma loja menor, em galerias e supermercados, de custo menor, chamada “Divino Fogão no Prato”, conta.

Aos interessados em abrir uma franquia, o diretor de operações afirma que um dos diferenciais da Divino Fogão é a boa comunicação entre franqueador e franqueados, o que facilita o negócio. Já sobre as exigências, Emiliano afirma que são voltadas especialmente à qualidade e marca dos ingredientes e dos pratos servidos nos restaurantes – que são visitados por uma comissão responsável todo mês.

Divino Fogão:
Investimento inicial: R$ 600 mil
Taxa de franquia: R$ 100 mil
Capital de giro: R$ 30 mil
Royalties: 4% a 6% sobre o faturamento mensal
Prazo de retorno: 36 meses
Prazo de contrato: 5 anos
Informações: paulohurtado@terra.com.br / Telefone: (11) 3811-1560 / www.divinofogao.com.br

Rapa Box

Foto: Facebook / Reprodução

Há dois anos e meio, a mineira de Divinópolis Fabiana Silva passava por uma crise na profissão como psicóloga, por estar insatisfeita com o mercado de trabalho. Na época, seu irmão Flávio Luís lhe fez uma proposta que pareceu irrecusável: investir em alguma franquia.

Aceitando o desafio, Fabiana conta que passou mais de um ano pesquisando as opções e estudando o passo-a-passo do mercado – até chegar à ideia de unir seu amor pela cozinha a abertura de um novo negócio. E foi com a mistura de ingredientes diversos e arroz – o famoso mexido – que os irmãos encontraram uma forma de ganhar dinheiro, abrindo o Rapa Box, um restaurante com foco no delivery.

Foto: Facebook / Reprodução

Segundo ela, bastaram poucos meses para perceberem que o mexido delivery seria um sucesso. “Desde o primeiro mês, a gente viu que a empresa estava bem, pois nunca tivemos prejuízo. Dois anos e meio depois, já triplicamos o tamanho, temos uma cozinha mais automatizada e nossa irmã também entrou nos negócios para ajudar na demanda”, conta.

Hoje, o cardápio do Rapa Box inclui 37 opções, com preços entre R$ 9 e R$ 19  – desde feijão tropeiro, mexido de bacalhau, até opções Fit, com saladas e grelhados. “Somos muito flexíveis, o cliente pode montar o prato tirando ingredientes que não gosta, trocando por outros, além de ter um leque grande de opções. Nosso tropeiro é o que mais vende, mas queria ressaltar que temos também opções para agradar os clientes que estão de regime”, brinca Fabiana.

A Rapa Box já possui uma franquia na cidade de Itaúna, mas há pedidos e demonstrações de interesse em vários estados do Brasil – e até fora. “Uma pessoa de Portugal nos procurou recentemente com interesse na Rapa Box. Já pensou que legal?”, conta, animada.

O investimento para abrir a franquia vai de R$ 110 a 120 mil reais, segundo a franqueadora, podendo ser recuperados em 2 a 3 anos.

Informações sobre a Rapa Box: (37) 3212-9433 / https://www.facebook.com/rapabox / http://www.rapabox.com.br

Uai di Minas

Foto: Facebook / Reprodução

Carlos Moreira e a mulher, Teresa, moram em Florianópolis, mas são de Patos de Minas, MG. Com a receita da família, eles começaram a vender pão de queijo na capital catarinense – mas, os negócios foram expandindo até a abertura do restaurante Uai di Minas, que também levava à mesa pratos típicos mineiros feitos pelas famílias de ambos.

“A nossa intenção inicial era vender a massa (de pão de queijo) em supermercados e mercadinhos, por isso criamos a marca. Mas, percebemos que tínhamos que abrir um espaço físico para as pessoas experimentarem os pratos. E assim iniciamos há 8 anos, fazendo café no bule, passado na hora, diversos tipos de bolo, pão de queijo. Além do almoço, com nossas receitas”, afirma Carlos.

Foto: Facebook / Reprodução

Depois de um ano, com o sucesso do negócio, o casal levou o restaurante para um espaço maior – o que os incentivou a entrar para o ramo de franchising. Assim, abriram a primeira franquia Uai di Minas em Florianópolis para testar o andamento dos negócios. “Estamos finalizando a produção, terminando de organizar as informações, escolhendo embalagens – tudo para poder expandir”, conta Carlos.

Apesar de ter somente uma loja franqueada aberta, o mineiro diz que já houve demonstrações de interesse. A franquia Uai di Minas oferece três layouts de loja: o quiosque (para shopping center, aeroporto), que exige investimento entre R$ 20 e 30 mil;  o espaço central com armazém/empório (cachaça, pão de queijo, goiabada, cerveja), com custo em torno de R$ 50 mil; além do restaurante que exige investimento entre R$ 120 e 150 mil, com prazo de 24 meses para retorno.

Informações sobre a Uai di Minas: http://uaidiminasvirtuar.blogspot.com.br / https://www.facebook.com/uaidiminas?fref=ts  / (48) 3224-0019 

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Fonte: Terra
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