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CNPE aprova retomada de estudos para novas hidrelétricas e contratação de usinas reversíveis

1 abr 2026 - 13h09
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O Conselho Nacional ‌de Política Energética (CNPE) aprovou nesta quarta-feira a retomada de estudos sobre novas hidrelétricas com reservatórios e a contratação das usinas chamadas "reversíveis", em medidas que visam ampliar o armazenamento de energia para o sistema elétrico do Brasil.

Em reunião, ⁠o conselho de ministros para aconselhamento do presidente da ‌República decidiu determinar que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) retome os estudos de inventário hidrelétrico, com o objetivo ‌de identificar e desenvolver novos projetos ‌com capacidade de armazenamento.

"Estamos passando por uma crescente ⁠entrada de fontes de geração intermitente, ter essas informações consolidadas vai fortalecer o planejamento energético", disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em nota.

A aprovação marca uma mudança da política pública para a fonte ‌hídrica, já que o país havia deixado de discutir a ‌possibilidade de construção ⁠de novas ⁠grandes hidrelétricas após os impasses de Belo Monte, no rio Xingu, projeto ⁠considerado controverso por ‌seus impactos ambientais na ‌Amazônia e às comunidades tradicionais e indígenas locais.

Separadamente, o CNPE também aprovou uma resolução que estabelece diretrizes para o desenvolvimento e a contratação de sistemas de ⁠armazenamento hidráulico (SAH), também conhecidos como "usinas hidrelétricas reversíveis".

As usinas reversíveis são compostas por dois reservatórios de água, em níveis diferentes. Quando há excesso de oferta de energia no sistema elétrico, a água ‌é bombeada do reservatório inferior para ser armazenada no reservatório superior. Quando a oferta de energia no sistema ⁠reduz, principalmente no período da noite, a água armazenada é utilizada para gerar energia.

Assim como as baterias, as usinas reversíveis estão entre os sistemas de armazenamento de energia em regulamentação pela agência reguladora Aneel.

Pela resolução do CNPE, esses empreendimentos poderão ser contratados por leilões ou outros mecanismos competitivos.

"A medida insere o armazenamento hidráulico como instrumento estratégico do planejamento energético, com foco na segurança, confiabilidade e modernização da operação do sistema elétrico brasileiro", disse o Ministério de Minas e Energia, em nota.

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