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China vai aumentar impulso à economia em meio à guerra comercial

21 dez 2018
11h58
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A China vai intensificar os cortes de impostos e manter a ampla liquidez em 2019 para ajudar a sustentar o crescimento econômico, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias oficial Xinhua após a reunião econômica anual dos principais líderes do país.

REUTERS/Jason Lee
REUTERS/Jason Lee
Foto: Reuters

O governo lançou uma série de medidas, incluindo reduções nos compulsórios dos bancos, cortes de impostos e aumento dos gastos com infraestrutura, para evitar uma desaceleração acentuada da segunda maior economia do mundo. A expectativa é que mais medidas sejam anunciadas.

A China manterá o crescimento econômico do próximo ano dentro de "um intervalo razoável", disse o comunicado, após a conclusão da Conferência Central de Trabalho Econômico, uma reunião a portas fechadas de líderes partidários e autoridades.

"O ambiente externo é complexo e severo, e a economia está enfrentando pressão de queda", disse a Xinhua, acrescentando que o governo manterá sua política fiscal proativa e uma política monetária prudente no próximo ano.

"A política fiscal proativa deve aumentar a eficiência, implementar cortes de impostos e reduções de tarifas em grande escala, e aumentar substancialmente o tamanho dos títulos especiais de governos locais", disse a Xinhua.

"A política monetária prudente não deve ser nem muito frouxa nem apertada demais, mantendo a liquidez razoavelmente ampla e melhorando o mecanismo de transmissão da política monetária", afirmou.

Tang Jianwei, economista sênior do Banco de Comunicações em Xangai, previu que os governos locais devem emitir 1,9 trilhão de iuanes (275 bilhões de dólares) em títulos especiais em 2019 para financiar investimentos em infraestrutura, ante 1,35 trilhão de iuanes este ano.

"O governo vai acelerar o afrouxamento da política no próximo ano, à medida que a pressão de queda sobre a economia aumentar", disse Tang.

Alguns economistas acreditam que cortes de impostos mais agressivos no próximo ano podem elevar o índice de déficit orçamentário anual para 3 por cento.

O banco central deve anunciar mais cortes nas taxas de compulsórios dos bancos, que vão se somar às quatro reduções deste ano, mas pode não se apressar em cortar os juros que podem prejudicar o iuan , disseram fontes de política.

EXPECTATIVA DE DESACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO

A China vai se esforçar para apoiar empregos, comércio e investimento e resolver dificuldades de financiamento para empresas pequenas e privadas, ao mesmo tempo em que vai reduzir os riscos e a volatilidade do mercado financeiro, disse a Xinhua.

A Reuters informou nesta semana que conselheiros do governo haviam recomendado que a China reduzisse a meta de crescimento de 2019 para entre 6,0 e 6,5 por cento na reunião anual de mapeamento da agenda econômica do próximo ano.

A meta de crescimento não será divulgada até a abertura da reunião anual do parlamento no início de março.

O Banco Mundial espera que o crescimento da China caia para 6,2 por cento em 2019, ante 6,5 por cento esperado este ano, com o aumento dos obstáculos devido à disputa comercial com os Estados Unidos.

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