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CEO da BRF diz que peste suína impulsionará produção de carne suína no Brasil

28 ago 2019
13h33
atualizado às 16h18
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A BRF está pronta para ampliar a produção de carne suína no Brasil, à medida que um surto de peste suína africana gera forte demanda por importações da proteína na China, país mais afetado pela crise sanitária.

17/03/2017
REUTERS/Paulo Whitaker - RC1205284020
17/03/2017 REUTERS/Paulo Whitaker - RC1205284020
Foto: Reuters

Lorival Luz, presidente-executivo da BRF, disse nesta quarta-feira que a empresa responde por 28% de um fornecimento estimado de cerca de 4 milhões de toneladas de suínos por ano no Brasil, mas não forneceu uma estimativa de quanto poderá ser ampliado pela companhia em produção.

Falando durante um evento do setor em São Paulo, Luz alertou que qualquer iniciativa para aumentar a produção deve ser cuidadosamente ponderada e implementada, porque o surto causou um desequilíbrio de oferta que é apenas momentâneo e será gradualmente corrigido.

"Para ter produção efetivamente maior de suínos pode levar dois anos, e neste momento poderíamos ter um excesso de oferta", disse ele no evento, referindo-se à duração do ciclo de produção desse tipo de carne.

Por conta do surto, as importações de carne suína pela China devem avançar acentuadamente de 2,1 milhões de toneladas em 2018 para 3,3 milhões em 2019 e 4,2 milhões de toneladas em 2020, disse na segunda-feira a consultoria INTL FCStone.

Luz afirmou a repórteres que "torce" para que os países consigam controlar rapidamente o surto, que causou um recuou 29% nos estoques de suínos da China nos últimos 12 meses, segundo dados apresentados pelo executivo durante o evento.

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