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Casas Bahia: Michael Klein pede assembleia para destituir presidente do conselho, e ações sobem

Pedido inclui a eleição do próprio filho do fundador como membro do colegiado; objetivo do movimento é a "retomada da rota de crescimento"

1 abr 2025 - 10h05
(atualizado às 15h38)
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O empresário Michael Klein, filho do fundador da Casas Bahia, Samuel Klein, quer voltar ao comando do conselho da rede de varejo, exatos cinco anos depois de ter saído, em abril de 2020. Na época, o grupo ainda se chamava Via Varejo. Por trás da estratégia, o objetivo descrito por Klein é a "retomada da rota de crescimento" do grupo, que precisou renegociar dívidas com credores recentemente.

O grupo informou nesta terça-feira, 1º, que recebeu um pedido de convocação de assembleia-geral extraordinária (AGE) por parte dos acionistas Michael Klein, CB Autos Participações e Twinsf Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado (conjuntamente, os acionistas MK), para deliberar sobre mudanças no conselho de administração da empresa.

Na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, a proposta de Klein agradou a investidores e a ação da Casas Bahia chegou a subir mais de 5% na tarde desta terça, entre as maiores altas do dia. Em 2025, o papel da varejista dispara 225%.

Para tentar voltar ao conselho, Klein se aliou a um grupo de investidores — CB Autos Participações e Twinsf Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado — e, por meio de compras de ações da Casas Bahia no mercado, chegou a 9,5% do capital da rede de varejo.

Pedido inclui a eleição do próprio Michael Klein como membro do conselho de administração do Grupo Casas Bahia
Pedido inclui a eleição do próprio Michael Klein como membro do conselho de administração do Grupo Casas Bahia
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

Nas mudanças propostas, Klein se torna o presidente (chairman) do conselho e ainda coloca um membro independente, o executivo Luiz Nannini. São dois nomes com uma "trajetória de sucesso que se confunde com a própria história da companhia", afirma a carta enviada aos acionistas pelo empresário. Para a entrada de Nannini, sairia Rogério Calderón, ex-diretor do Itaú, e para a entrada de Klein, sai Renato Carvalho.

Além de se unir a investidores, Klein tem mantido conversas com outros acionistas da Casas Bahia em busca de apoio, de acordo com fontes. No documento enviado a eles, a indicação é que as mudanças propostas no conselho "abrirão espaço para que sejam dadas novas, relevantes e valiosas contribuições para o planejamento estratégico da companhia, em busca da retomada da rota de crescimento de seus negócios e geração de valor aos seus acionistas".

Klein deixou o conselho da então Via Varejo em abril de 2020. Foi substituído por seu filho Raphael Klein na presidência do colegiado. Na época, o empresário ressaltou que foi sua própria decisão deixar o conselho. Em sua volta proposta agora, justifica que vai evitar causar "movimentos disruptivos", pois quer a "continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos meses" e ressalta ainda que já esteve no comando da varejista em "diversos momentos desafiadores e de resultados positivos ao longo dos anos".

Em nota à imprensa, a Casas Bahia ressalta que o comunicado de hoje com a proposta de Klein "se trata de um tema relacionado à composição do conselho de administração, prerrogativa dos acionistas, conforme previsto na legislação e nas melhores práticas de governança corporativa".

"O assunto não tem qualquer impacto na gestão executiva ou na condução do Plano de Transformação da Companhia, que segue em plena execução, com foco em disciplina financeira, eficiência operacional e crescimento sustentável", afirma a empresa

Pílula de veneno

A estratégia de Klein vem poucos dias depois de a companhia propor mudar o estatuto para se defender de ofertas "hostis e oportunistas", incluindo a cláusula de "poison pill" — ou pílula de veneno — que obriga o investidor que atingir determinado patamar, no caso da varejista 20% do capital, a fazer uma oferta pública para todos os outros acionistas, um movimento que outras companhias de capital aberto também têm buscado. A Casas Bahia é uma 'corporation", ou seja, tem capital disperso, sem a figura de um controlador.

A proposta de mudança do estatuto veio pouco depois de o investidor Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5% na varejista. A assembleia está marcada para o dia 30 de abril. Já a assembleia proposta por Klein ainda não tem data marcada. A Casas Bahia diz que o "requerimento se encontra em análise pelos seus órgãos competentes e, uma vez cumpridos os requisitos aplicáveis, a companhia convocará a AGE, dentro do prazo legal".

Estadão
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