Caixa da dinastia Ming descoberta em sótão é leiloada por mais de R$ 1,7 milhão
Peça rara é considerada uma das cinco do tipo conhecidas no mundo hoje
Uma caixa da dinastia chinesa Ming do século 15 superou as expectativas e foi vendida em leilão por £ 288 mil (cerca de R$ 1,78 milhão na cotação atual). O item raro foi descoberto em um armário "empoeirado" no sótão da casa de uma família, informa a casa de leilões Dreweatts.
A caixa é uma das cinco do tipo conhecidas atualmente e fazia parte de um dos itens colecionáveis do então Major Edward Copleston Radcliffe (1898-1967). Três das cinco peças estão em museus ou coleções institucionais, incluindo o Museu do Palácio, em Pequim, enquanto a outra pertence a entes privados.
Segundo os organizadores, a caixa parece ter sido confeccionada nas oficinas imperiais chinesas na década de 1430, visto as suas marcas incisas de seis caracteres de Xuande, o quinto imperador da dinastia Ming (1426-1435).
"Temos indicações de que todas as cinco caixas foram feitas na mesma oficina imperial, para o imperador (...). Elas também têm designs semelhantes e são uniformes em tamanho", diz o Dr. Yingwen Tao, especialista em Arte Chinesa e Asiática dos Dreweatts.
"É definitivamente um ponto alto da minha carreira, provavelmente nunca mais verei nada tão raro quanto isso, mas nunca diga nunca", disse Mark Newstead, especialista da Dreweatts, em comunicado.
A caixa decorativa é circular e apresenta romãs maduras com galhos de ouro retorcidos, flores, frutas menores e pergaminhos de lótus em um fundo turquesa. As romãs eram um símbolo de fertilidade e um símbolo do desejo de ter filhos durante o século XV, informa Dreweatts.
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