BTG Pactual tem lucro recorde de R$4,6 bi no 4º tri, com ROE de 27,6%
O BTG Pactual reportou nesta segunda-feira um lucro líquido ajustado para o quarto trimestre de quase R$4,6 bilhões, em resultado recorde para o período, equivalente a um crescimento de 40,3% ano a ano.
O maior banco de investimento da América Latina também reportou receitas totais recordes para o período, de cerca de R$9,1 bilhões, expansão de 35,1%.
Projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$4,56 bilhões e receitas de R$8,9 bilhões.
O retorno sobre patrimônio (ROAE) do BTG alcançou 27,6% no último trimestre do ano passado, em comparação com 23% um ano antes e 28,1% nos três meses anteriores.
No material de divulgação do balanço, o banco afirmou estar "bem-posicionado" para sustentar ROAE acima de 25%.
Na visão de analistas do Citi liderados por Gustavo Schroden, o BTG apresentou um trimestre "muito sólido, evidenciando avanços tanto em rentabilidade quanto em iniciativas estratégicas".
A equipe do UBS BB liderada por Thiago Batista também ressaltou que o BTG Pactual apresentou mais um resultado sólido, e lembrou que no segundo e no terceiro trimestre do ano passado havia superado as expectativas do mercado.
Na bolsa paulista, por volta de 11h30, as units do BTG recuavam 2,4%, a R$58,82, entre os maiores declínios do Ibovespa, que subia 0,25%.
Os papéis vinham de duas altas seguidas, período em que acumularam ganho de quase 3,6%. Em 2025, somaram uma valorização de cerca de 100%. Em 2026, ainda registram alta de quase 12%.
RECEITAS FORTES
A receita da área de banco de investimento cresceu 36% ano a ano, a R$692 milhões, enquanto sales & trading teve expansão de 30%, a R$2 bilhões.
A área de crédito corporativo e negócio bancário registrou um aumento de 22% nas receitas, para R$2,2 bilhões, enquanto a carteira de crédito do banco alcançou R$262,3 bilhões, de R$221,6 bilhões um ano antes.
A asset management teve receita recorde de R$860 milhões, alta de 30,1% ano a ano, com os ativos sob gestão e administração (AuM/AuA) alcançando R$1,248 trilhão -- alta de 25,8% ano a ano e de 8,4% no trimestre.
A captação líquida no último trimestre do ano passado somou R$61,8 bilhões.
Em wealth management & personal banking, as receitas totalizaram R$1,37 bilhão, crescimento de 42,1% ano a ano, com expansão de 36,9% nos ativos de clientes de alta renda sob gestão da área, para R$1,2 trilhão.
As despesas operacionais do BTG aumentaram 26% na comparação anual, para R$3,6 bilhões nos últimos três meses de 2025, mas o índice de eficiência ajustado recuou a 36%, de 39% um ano antes.
O risco de mercado (Value-at-risk) médio diário total do BTG aumentou para 0,38%, de 0,30% no terceiro trimestre, "refletindo alocação eficiente de capital entre mercados e produtos, permanecendo, contudo, em níveis confortáveis".
O BTG encerrou o quarto trimestre com índice de Basileia de 15,5%, de 15,7% um ano antes, enquanto o índice de capital principal nível 1 ficou em 11,3%, de 11,8% um ano antes.
Para a equipe do Citi, o BTG está posicionado para se beneficiar de "um ambiente potencialmente mais favorável para os mercados de capitais na América Latina a partir de 2026".
Executivos do banco comentam os números em teleconferência a partir das 11h.