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British American Tobacco cortará 9.000 empregos com plano de redução de gastos

29 jun 2026 - 08h33
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A British American Tobacco planeja cortar cerca de ‌20% de sua força de trabalho, enquanto busca uma reestruturação impulsionada por IA para reduzir custos e aumentar os lucros em meio a desafios regulatórios e atrasos nos lançamentos.

A empresa informou nesta segunda-feira que cortaria cerca de 5.500 empregos e transferiria aproximadamente 3.500 funções para ⁠empresas terceirizadas, incluindo a Accenture , afetando cerca de 9.000 trabalhadores no total. ‌A reestruturação exclui os Estados Unidos, seu maior mercado.

A BAT informou que o programa deve gerar uma economia anualizada adicional de 600 ‌milhões de libras (US$793 milhões) até 2028, com ‌uma meta de 500 milhões de libras até 2027.

Ainda assim, ⁠suas ações caíam 1,6%, para 46,73 libras, apresentando desempenho inferior ao do FTSE 100 , que registrava queda de 0,3%.

ESCALA DAS REDUÇÕES

"Essas mudanças afetam muitos de nossos pares e estamos focados em apoiá-los nessa transição com cuidado e respeito", afirmou o presidente-executivo Tadeu Marroco em comunicado.

O CEO brasileiro ‌afirmou que a reestruturação tornaria a empresa mais ágil, com maior ‌disciplina de custos e ⁠mais orientada para ⁠a tecnologia.

O crescimento das vendas e dos lucros da fabricante dos cigarros Lucky ⁠Strike e Dunhill tem sido lento ‌nos últimos anos, muitas ‌vezes ficando aquém ou atingindo por pouco as metas da empresa, o que tem decepcionado alguns investidores.

MUDANÇAS ESTRATÉGICAS

O principal motor de lucro da BAT, o tabaco tradicional, está em declínio irreversível, com ⁠a empresa prevendo uma queda de 2,5% nos volumes de vendas do setor neste ano.

A empresa está se voltando para alternativas ao fumo, como os vaporizadores Vuse e sachês de nicotina Velo, mas tem enfrentado contratempos e fica ‌atrás de sua principal rival, a Philip Morris International .

Os órgãos reguladores dos EUA adotaram uma postura rígida na aprovação de licenças para ⁠novos produtos, como vaporizadores, atrasando os lançamentos. A BAT afirma que isso impulsionou um influxo de produtos chineses ilegais, prejudicando suas vendas e participação de mercado.

As vendas de tabaco nos EUA também foram afetadas, já que os fumantes estão migrando para marcas mais baratas em meio ao alto custo de vida, enquanto a BAT também enfrenta aumento de impostos, regulamentações mais rígidas e comércio ilícito em mercados como Austrália e Bangladesh.

A BAT informou que a maioria das mudanças de função já foi confirmada com os funcionários, com as consultas restantes em andamento, de acordo com os requisitos locais.

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