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Brasil tem o desafio de explorar terras raras ainda sem conhecer o setor, diz diretor do MME

Governo espera a aprovação pelo Congresso Nacional de marco legal para a exploração de minerais críticos

13 ago 2026 - 14h14
(atualizado às 14h15)
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RIO - O Brasil tem o desafio de fazer políticas públicas para a área de terras raras sem ter conhecimento à disposição, afirmou o diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Anderson Arruda. "Este conhecimento está na cabeça de poucas cabeças, que não estão disponíveis", afirmou.

O executivo participou do debate O Brasil na Agenda dos Minerais Críticos: Prioridades Estratégicas para Competitividade, Investimentos e Desenvolvimento Sustentável, no Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), na zona sul do Rio, nesta semana.

Mineração na CBL, em Araxá (MG); nova fronteira para o desenvolvimento do País
Mineração na CBL, em Araxá (MG); nova fronteira para o desenvolvimento do País
Foto: CBL/Divulgação / Estadão

Hoje, o governo está na expectativa da aprovação do PL 2780, que vai consolidar a regulação de minerais críticos, comentou, frisando que não cabe mais ao Brasil ser um "mero exportador".

"Quando começamos a abordar o assunto, há um ano e meio, as empresas estrangeiras diziam que o Brasil sempre foi fornecedor de minério, nunca teve política de agregação de valor do minério", afirmou. "Mas hoje temos outra janela. Temos reservas significativas, mas produção baixa. Para transformar o potencial em riqueza, precisamos de estratégia."

O executivo frisou ainda que, na história recente, a mineração só entrava no Planalto por fatos negativos. "Hoje é um ativo estratégico, precisamos aproveitar a atenção para políticas que façam sentido para o País, agregar o conceito de soberania que o presidente está trazendo, transformar em riqueza para a população".

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, frisou que, se por um lado é preciso tomar mais risco na mineração, os projetos precisam ser sustentáveis para atrair capital. "Mas vai depender do resto do mundo não só falar, mas fazer de fato".

Presidente do BID, Ilan Goldfajn; busca por financeiamento de longo prazo
Presidente do BID, Ilan Goldfajn; busca por financeiamento de longo prazo
Foto: Gabriela Biló/Estadão / Estadão

Para ele, também é preciso obter financiamento de longo prazo, de 20 a 30 anos, e regulação compatível, além de escolher as prioridades. "Vamos começar com os minérios que dá para avançar, dar o primeiro passo."

O Estadão promove na quinta-feira, 20, o Fórum Minério Verde, em São Paulo. Especialistas e executivos vão discutir a mineração em áreas de biodiversidade sensível, a corrida pelos minerais críticos e a automatização e o uso de inteligência artificial no setor. O evento será transmitido nas redes sociais do Estadão. para mais informações e inscrições.

Estadão
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