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Brasil recebe maior n° de investimento na AL pelo 4° ano seguido

17 jan 2011 - 16h44
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O investimento estrangeiro direto no Brasil cresceu 16,3% em 2010 em comparação ao ano anterior, mas ainda representa menos de um terço do montante investido na China, indica um relatório da Unctad (agência da ONU para comércio e desenvolvimento) divulgado nesta segunda-feira. O Brasil recebeu US$ 30,2 bilhões em 2010, o maior volume entre países da América Latina pelo quarto ano consecutivo, segundo o levantamento da Unctad, chamado Global Investment Trends Monitor.

A China, por sua vez, recebeu US$ 101 bilhões, uma "performance emblemática", diz o relatório. Apenas o território de Hong Kong recebeu US$ 62 bilhões no período. Na comparação com os demais BRICs (Rússia, Índia, China), o Brasil também ficou atrás da Rússia (US$ 39,7 bilhões), mas à frente da Índia (que recebeu US$ 23,7 bilhões em 2010, queda de 31% com relação ao ano anterior).

Para Masataka Fujita, chefe de análise de tendências de investimentos da Unctad, "não é justo comparar nenhum país com a China, por sua economia e populações gigantescas". "Se olhamos os números per capita, vemos que os investimentos no Brasil são grandes e que o país ganha competitividade."

Ricos x emergentes

O documento também aponta que, pela primeira vez, as economias em desenvolvimento e em transição receberam cerca da metade do total de investimentos diretos estrangeiros globais destinados a atividades produtivas.

O relatório indica que as economias em desenvolvimento e em transição abocanharam, juntas, cerca de US$ 595 bilhões, mostrando uma "forte recuperação nos fluxos de investimentos a países em desenvolvimento da Ásia e da América Latina" que "ofusca um maior declínio no fluxo a países desenvolvidos".

Os países ricos receberam US$ 526,6 bilhões em investimentos, uma queda de quase 7% com relação a 2009. "Enquanto os fluxos aos países desenvolvidos contraíram mais em 2010, as nações em desenvolvimento e transição se recuperaram", diz o relatório. Graças, em parte, "a uma recuperação econômica relativamente rápida e a crescentes fluxos (de dinheiro) no eixo Sul-Sul".

Na avaliação da Unctad, o investimento direto cresceu 20% na América Latina em decorrência principalmente de "uma onda de fusões e aquisições" estrangeiras, focando as indústrias de mineração, petróleo e gás, alimentação e bebidas.

Estagnação

Fujita acredita que o crescimento dos aportes nos países emergentes é uma tendência que deve continuar. As razões são, em parte, "seus crescentes mercados (internos) e porque esses países se tornaram não apenas recipientes de dinheiro, mas também investidores", disse à BBC Brasil.

Por outro lado, segundo o analista da Unctad, a tendência de queda de investimentos nas nações desenvolvidas está se revertendo. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, o fluxo de investimentos cresceu de US$ 129,9 bilhões para US$ 186 bilhões no último ano.

No total, os investimentos estrangeiros diretos movimentaram US$ 1,122 trilhão no ano passado, volume apenas 1% maior do que o de 2009, o que a Unctad qualifica de "estagnação". De qualquer forma, trata-se de um avanço, se comparado à queda global de cerca de 35% que o investimento estrangeiro direto sofreu em 2009 na comparação com 2008.

Para 2011, as estimativas da Unctad são de crescimento: os fluxos de investimento direto devem chegar a US$ 1,3 trilhão ou US$ 1,5 trilhão.

Fonte: Invertia Invertia
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