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Bolsonaro recua sobre teto de gastos: "Temos que preservar"

Presidente agora diz que alterar lei "abrir rachadura no casco do transatlântico"

5 set 2019
08h11
atualizado às 08h51
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O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira (5) que seja preservado o teto de gastos públicos, afirmando que ceder nessa questão seria "abrir uma rachadura no casco do transatlântico", um dia após ter indicado apoio à flexibilização da medida.

Presidente Jair Bolsonaro
21/08/2019
REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro 21/08/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Temos que preservar a Emenda do Teto. Devemos, sim, reduzir despesas, combater fraudes e desperdícios. Ceder ao teto é abrir uma rachadura no casco do transatlântico", disse Bolsonaro em publicação no Twitter no início da manhã.

Na véspera, em entrevista na saída do Palácio da Alvorada, o presidente havia indicado que era favorável a mudanças na lei, aprovada em 2016 no governo do ex-presidente Michel Temer como uma medida de austeridade fiscal, uma vez que limita o crescimento das despesas públicas ao percentual da inflação do ano anterior.

"Temos um Orçamento, tem as despesas obrigatórias, estão subindo. Acho que daqui a dois ou três anos vai zerar as despesas discricionárias. É isso? Isso é uma questão de matemática, nem preciso responder para você, isso é matemática", disse Bolsonaro.

O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, chegou a afirmar na quarta-feira (4) que Bolsonaro defendia uma mudança na lei do teto de gastos "porque se isso não for feito, nos próximos anos, a tendência é o governo ficar sem recursos para pagar despesas de manutenção da máquina pública".

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