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Bolsonaro quer usar militares para reduzir fila do INSS

Presidente afirmou que lei permite contratação; atualmente há 1,3 milhão de pedidos por benefício acumulados

14 jan 2020
10h40
atualizado às 11h13
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O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta terça-feira, 14, que o governo quer recrutar militares da reserva para integrar a força-tarefa que atuará na redução da fila de espera por benefícios do INSS, como antecipou o Estadão/Broadcast. A proposta é que eles assumam funções de atendimento nas agências do órgão, liberando servidores hoje nessas áreas para trabalhar na análise dos pedidos dos segurados.

O Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) deve conversar com o secretário especial de ​Previdência e Trabalho, Rogério Marinho sobre os detalhes da força-tarefa
O Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) deve conversar com o secretário especial de ​Previdência e Trabalho, Rogério Marinho sobre os detalhes da força-tarefa
Foto: Eduardo Carmim / Agência O Dia / Estadão Conteúdo

Ele disse que deve discutir essa medida entre esta terça e quarta-feira com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho. "Ele pretende contratar, a lei permite, servidores ou militares da reserva, pagando 30% a mais do que ele ganha para a gente romper essa fila. Aumentou muito (a fila) por ocasião da tramitação da reforma da Previdência", afirmou.

Atualmente 1,3 milhão de pedidos por benefício estão sem análise há mais de 45 dias, prazo legal para uma resposta do órgão. A fila de espera vem caindo desde agosto do ano passado, mas a um ritmo ainda lento, o que deflagrou a elaboração de uma nova estratégia no governo para atacar o problema.

Reformas

Bolsonaro repetiu que a ideia é aprovar as reformas "sem muito atrito". "A minha ideia, como já disse a vocês, é fazer da melhor maneira possível, que ela (a reforma) possa ser aprovada sem muito atrito. Essa que é a ideia", disse, em frente ao Palácio da Alvorada, sem deixar claro se tratava da reforma administrativa ou da tributária. Ele havia sido perguntado sobre ambas.

"A economia está recuperando, mas, se nós pararmos a reforma, a gente pode perder o que ganhou até agora. O Senado, o Congresso, no meu entender, está bastante consciente disso, acredito que não tenhamos grandes dificuldades se apresentarmos uma boa proposta", disse o presidente, que tem reunião marcada com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para esta terça-feira.

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Estadão
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