Bolsas operam mistas com petróleo em queda e juros do Japão no radar
Commodity chegou a ficar abaixo dos US$ 100 na madrugada
O petróleo WTI chegou a ser negociado abaixo de US$ 100 por barril durante a madrugada, mas voltou a superar esse nível. A Arábia Saudita trabalha na recomposição de sua capacidade de exportação, mas ainda não há previsão para a reativação do oleoduto Leste-Oeste.
Os mercados operam mistos nesta sexta-feira (18), com as bolsas asiáticas e os futuros de Nova York em alta e os mercados europeus em queda, em uma sessão marcada pela terceira queda consecutiva do petróleo e pela decisão do Banco do Japão (BoJ) de elevar a taxa básica de juros.
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No mercado de petróleo, os contratos futuros registram a terceira sessão consecutiva de queda, ainda sob influência da expectativa de retomada dos fluxos pelos oleodutos sauditas. O WTI chegou a ser negociado abaixo de US$ 100 por barril durante a madrugada, mas voltou a superar esse nível. A Arábia Saudita trabalha na recomposição de sua capacidade de exportação, mas ainda não há previsão para a reativação do oleoduto Leste-Oeste.
O cenário impulsiona os mercados em Nova York, com os índices futuros em alta, apoiados pelos ganhos das ações de tecnologia e pela queda do petróleo, que contribui para melhorar o sentimento dos investidores. Na Ásia, as bolsas encerraram a semana em alta, acompanhando o rali de Wall Street. A queda do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries também reduziu as preocupações com a inflação e favoreceu as ações de tecnologia. No Japão, o Nikkei subiu 1,38%, após o BoJ elevar os juros em 25 pontos-base, para 1,25%, maior nível em 31 anos. A decisão era amplamente esperada.
No Brasil, o mercado repercute o reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado pelo governo na quinta-feira (17), a pouco mais de duas semanas das eleições. O benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 690, com impacto fiscal estimado em R$ 5,8 bilhões ainda neste ano e em R$ 22,7 bilhões em 2027.
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