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Bolsas asiáticas fecham mistas, de olho em diálogo comercial entre EUA e China

8 jan 2019
07h02
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As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, com investidores à espera de desdobramentos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que entram hoje em seu segundo dia.

Negociadores das duas maiores economias do mundo retomaram conversas ontem, em Pequim, numa tentativa de superar divergências comerciais que começaram com acusações por Washington de que a China tem forçado empresas americanas que operam no país asiático a transferir tecnologia. Até o momento, porém, não houve sinais claros de avanço no diálogo.

Ao longo da segunda metade do ano passado, o governo dos EUA elevou tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses para até 25%. Em retaliação, Pequim impôs tarifas punitivas a US$ 110 bilhões em bens americanos.

Nesta terça, o jornal oficial chinês Global Times alertou os EUA que não pressionem Pequim "demasiadamente" na questão do comércio e evitem uma situação que "saia do controle". Ontem, um porta-voz ministerial da China disse que o país deseja resolver sua disputa com os EUA "em pé de igualdade".

As bolsas chinesas tiveram leves perdas hoje, revertendo parte da valorização do pregão anterior. O Xangai Composto recuou 0,26%, a 2.526,46 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,12%, a 1.299,89 pontos.

Por outro lado, o japonês Nikkei subiu 0,82% em Tóquio, a 20.204,04 pontos, embora tenha reduzido quase metade de seus ganhos na última hora de negócios.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng teve ligeira alta de 0,15%, a 25.875,45 pontos, mas o sul-coreano Kospi cedeu 0,58% em Seul, a 2.025,27 pontos, em parte influenciado pela blue chip Samsung Electronics (-1,7%), que fez um alerta negativo sobre o lucro operacional do quarto trimestre, e o Taiex caiu 0,28% em Taiwan, a 9.563,60 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana teve um dia positivo, com alta de 0,69% do S&P/ASX 200, a 5.722,40 pontos, o maior patamar em cinco semanas. Impulsionaram o mercado de Sydney ações do setor de saúde e de bens de consumo. Com informações da Dow Jones Newswires.

Estadão
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