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Bolsa da Europa fecham em baixa em meio a cautela com Brexit e Itália

17 out 2018
14h50
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As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, 17, bo aguardo por notícias em torno da saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit), em meio ao início da cúpula do Conselho Europeu, e cautela com o orçamento da Itália. Além disso, as praças replicaram o movimento de baixa visto em Nova York antes da divulgação da ata da última reunião de política monetária do federal Reserve.

A bolsa de Londres fechou em queda de 0,07%, Paris caiu 0,54% e Frankfurt teve perda de 0,52%. A bolsa de Milão teve retração de 1,33%, Madri teve baixa de 0,85% e Lisboa subiu 0,30%.

Hoje a tarde começou a cúpula do Conselho Europeu e os investidores operaram com foco nas negociações para destravar o acordo do Brexit. A expectativa maior foi com o discurso da premiê britânica, Theresa May, que deve falar ainda hoje, com intuito de tentar convencer os demais líderes da região a cederem na questão da fronteira irlandesa, um dos pontos mais críticos das tratativas.

Antes do início do encontro, o presidente do Conselho, Donald Tusk, no entanto, usou um tom negativo ao dizer que, para ele, "não há motivo para otimismo" em relação a um acordo sobre o Brexit.

Outro ponto que pesou nas negociações, principalmente em Milão, que teve a pior queda do pregão entre suas pares, foi um revés para o orçamento italiano. O comissário de Orçamento e Pessoal do bloco, Günther Oettinger, disse ao site da revista alemã Spiegel que a Comissão Europeia rejeitará a proposta orçamentária da Itália para 2019 após confirmar suas suspeitas de que o plano não cumpre as obrigações fiscais estipuladas pela União Europeia.

Os investidores operaram também atrelados ao movimento das bolsas de Nova York que, até o fechamento das praças europeias, recuava corrigindo os altos ganhos de ontem e no aguardo pela divulgação da ata do Fed, que deverá confirmar a força da economia americana e possibilidade de continuidade nos aumentos de juros no próximo ano. (Com informações da Dow Jones Newswires)

Estadão
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