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Boeing registra prejuízo trimestral menor do que esperado à medida que recuperação ganha força

22 abr 2026 - 10h24
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A Boeing divulgou nesta quarta-feira um ‌prejuízo muito menor no primeiro trimestre do que os analistas esperavam, um sinal de recuperação operacional contínua após a pandemia da Covid-19 e anos de crises que mancharam sua reputação e a deixaram com uma enorme dívida.

A gigante ⁠aeroespacial registrou um prejuízo líquido de US$7 milhões no trimestre, ‌menor do que o prejuízo de US$31 milhões registrado no mesmo período há 12 meses. O prejuízo básico ‌por ação de 20 centavos de ‌dólar foi muito menor do que o prejuízo ⁠médio de 83 centavos de dólar por ação esperado pelos analistas.

"Tivemos um bom começo e continuamos a aproveitar nosso impulso com um desempenho mais forte em todos os nossos negócios", disse o presidente-executivo da Boeing, Kelly Ortberg, em um ‌memorando aos funcionários após a divulgação dos resultados.

"Trabalhando juntos, estamos ‌dando passos largos ⁠para fortalecer ⁠nossa cultura e restaurar a confiança de nossos clientes, ao mesmo tempo ⁠em que aumentamos nossa ‌carteira de pedidos recorde ‌para quase US$700 bilhões", disse ele.

A Boeing gastou US$1,5 bilhão em dinheiro no trimestre, em grande parte devido a gastos significativos para expandir as capacidades de produção ⁠do 787 na Carolina do Sul e a produção de jatos militares na área de St. Louis, além de abrir uma nova linha de produção do 737 MAX em Everett, Washington.

Atualmente, a ‌empresa produz cerca de 42 de seus jatos de corredor único mais vendidos por mês e espera um aumento ⁠para 47 por mês até o final do ano.

Os esforços contínuos para certificar o 737-7 e o -10, as menores e maiores variantes do MAX, respectivamente, e o 777X também contribuíram para a queima de caixa.

A empresa começou a testar um novo sistema anticongelamento para o motor do 737 MAX, um grande impedimento para a certificação, informou a publicação do setor Air Current na terça-feira.

A Boeing espera que os órgãos reguladores dos EUA certifiquem o MAX 7 e 10 este ano, seguido pelas primeiras entregas em 2027.

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