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BNDES abre nova etapa do Brasil Soberano, com R$ 22,6 bi em crédito para afetados por tarifas

Segundo o banco, iniciativa visa estimular diversificação de mercados e fortalecer cadeias consideradas estratégicas, como fertilizantes e minerais críticos

17 set 2026 - 09h42
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Resumo
O BNDES abriu uma nova etapa do Plano Brasil Soberano com R$ 22,6 bilhões em crédito para empresas impactadas por tarifas dos EUA e para incentivar a diversificação de mercados. Os recursos financiam capital de giro, compra de máquinas e investimentos. O programa atende três grupos: exportadores aos EUA e seus fornecedores atingidos por taxas, indústrias estratégicas de alta tecnologia ou transição ecológica e empresas com comércio voltado a países do Golfo Pérsico.

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abre nesta quinta-feira, 17, o protocolo para que empresas solicitem crédito na nova etapa do Plano Brasil Soberano. Serão R$ 22,6 bilhões disponíveis, sendo R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do próprio banco.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a nova fase busca apoiar companhias ainda afetadas pelo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e estimular a diversificação de mercados, além de fortalecer cadeias consideradas estratégicas, como fertilizantes e minerais críticos.

A Portaria interministerial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e Ministério da Fazenda define três grupos elegíveis.

Linhas de financiamento contemplam, entre outros pontos, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimento
Linhas de financiamento contemplam, entre outros pontos, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimento
Foto: Fábio Motta/Estadão / Estadão

O primeiro reúne exportadoras de bens aos EUA e seus fornecedores afetados por tarifas majoradas, desde que a receita de exportação dos produtos listados pelo Mdic represente ao menos 1% do faturamento bruto no período de 1.º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Para fornecedores, vale o mesmo critério de 1% do faturamento com fornecimento aos exportadores enquadrados.

O segundo grupo abrange empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior brasileiro, de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica, ou considerados estratégicos para modernização produtiva e transição para economia de baixo carbono. Entram ramos têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos e minerais críticos, entre outros.

O terceiro grupo inclui exportadoras e fornecedores com vendas a países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. Para exportadoras, a receita bruta com exportações deve ser de pelo menos 1% no período de 1.º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, com regra equivalente para fornecedores.

As linhas de financiamento contemplam capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimento, como ampliação de capacidade, inovação e adaptação de produtos e processos.

Estadão
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